Terra de contrastes e riqueza cultural, a Índia exibe muito mais do que belos templos
História, misticismo e, acima de tudo, contrastes. A Índia não é, definitivamente, um destino comum. Desvendá-la é mergulhar num mundo de deuses e dialetos múltiplos, templos riquísimos e lições de meditação e paciência.
As surpresas dessa terra a um só tempo simples e exótica vão muito além do Taj Mahal ou de Jaipur – imperdíveis, porém óbvios. Vilarejos como os de Mandu e Orchha, por exemplo, embora menos procurados pelos turistas, abrigam ruínas de templos de belíssima arquitetura.
Vale fazer uma visita, também, ao norte indiano, que mais parece um país à parte: emoldurado pela majestade do Himalaia, é, no povo e na cultura, uma mescla de Tibete e Nepal. Pelas ruas de Gangtok, capital do país-estado Sikkim, desfila a austeridade de monges e monastérios budistas.
Embora marcada por símbolos e rituais tão particulares, a Índia não deixa, por incrível que pareça, de guardar semelhanças em relação ao Brasil. Mais do que paisagens deslumbrantes e a assombrosa diversidade interna de crenças e culturas, o maior ponto em comum talvez seja o quase heroísmo de um povo que, mesmo com todas as adversidades, mantém-se risonho, acolhedor e orgulhoso de sua cultura.