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Cry wolf

Suspense medíocre

Marco Antonio Barbosa

Quase dez anos depois, o estilo de terror teen-espertinho instituído pela série Pânico ainda gera frutos. Apesar de seguir a cartilha do sucesso de Wes Craven, Cry wolf - O jogo da mentira patina na mediocridade. O filme tenta bancar-se como um tenso suspense psicológico. Mas não consegue assustar ou intrigar o espectador em momento algum. Quem costuma se divertir com este tipo de filme (e não alimentar muita expectativa) até pode achar legal. É inegável, entretanto, que desde o roteiro cheio de truques gratuitos (e inexplicáveis) ao elenco de zés-ninguéns, o filme de Jeff Wadlow já nasceu com um destino: a prateleira das promoções na locadora de DVDs. A coisa toda se passa em uma elitizada escola secundária americana, onde os entediados alunos gostam de pregar elaboradas peças uns nos outros. Um assassinato ocorrido nas redondezas dá à turma a chance de enganar toda a escola, ao inventar o perfil de um suposto serial killer que seria o responsável pelo crime. O problema é que o matador imaginário resolve aparecer no campus, à vera... No meio da confusão, meio com cara de paisagem, lá está o roqueiro Jon Bon Jovi, interpretando um professor da escola. Sua presença é a única curiosidade de um filme nem péssimo, nem ótimo: dispensável, apenas.


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[10/MAR/2006]


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