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Os seus, os meus e os nossos

Para os pimpolhos

Leonardo Maia

Refilmagem de comédia homônima de 1968, Os seus, os meus e os nossos, de Raja Gosnell, não passa de uma ligeira modernização do longa de Melville Shavelson. Não, não é um grande filme. Não, não era absolutamente necessário fazer mais um remake. Mas cumpre o que foi projetado para ser: um jeito rápido e fácil de levantar um trocado e um bom entretenimento para a garotada. E a mais ninguém o filme é aconselhável, a não ser para os nascidos depois da Copa de 1994. Dennis Quaid toma o lugar de Henry Fonda. Rene Russo ocupa o papel que foi de Lucille Ball. Obviamente já se percebeu que não dá para esperar que Quaid e Russo tenham o mesmo desempenho do que seus antecessores, certo? Ele é um oficial da Marinha viúvo, organizado e disciplinador, pai de oito filhos exemplares. Ela é uma viúva hiponga que deixa os dez filhos crescerem à vontade, sem muitas regras. Namoradinhos de infância, quando eles se reencontram o amor renasce. E o cenário está armado para as brincadeiras a respeito da diferença de personalidades e a confusão de se cuidar de 18 crianças. Os pais que levarem os pequenos ao cinema não devem ficar preocupados com o tédio. O carisma de Quaid e de grande parte do elenco mirim será o suficiente para mantê-los atentos.


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[10/MAR/2006]


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