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ABC do amor
Marco Antonio Barbosa
O amor na pré-adolescência é território pouco explorado pelas comédias românticas. O diretor estreante Mark Levin trata o tema com leveza e bom humor em ABC do amor. Sem se desviar das convenções do gênero, a fita diverte e soa real. Levin, que trabalhou como produtor no hoje clássico seriado Anos incríveis, soube tornar o pequeno drama de Gabe (Josh Hutcherson) tocante e plausível para o espectador. Gabe, 10 anos e oito meses, vivia uma vida tranqüila e divertida em Manhattan até descobrir-se, subitamente, apaixonado por Rosemary (Charlie Ray) - 11 anos, mais alta, madura, endinheirada e esperta do que ele. E melhor no caratê também. Gabe já sabia que a dinâmica macho-fêmea pode ser confusa e frustrante: seus pais (Cynthia Nixon, de Sex and the city, e Bradley Withford), separados, são obrigados por lei a dividir, às turras, o mesmo teto. O filme não tenta botar banca de crônica-de-rito-de-passagem nem pretende aplicar lições de vida. Pondo a narração a cargo do confuso Gabe, Mark Levin construiu uma charmosa historinha romântica repleta de cenas fofas e engraçadas (algumas usando discretos efeitos especiais). E ainda capricha na fotografia, registrando uma Nova York diurna e cintilante, cheia de vida como seus protagonistas.
[24/FEV/2006]
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