Cinema: A morte pede carona

O trio de férias: pesadelo na Austrália

Ulisses Mattos

[03/FEV/2006]

Wolf Creek - Viagem ao inferno é lançado no circuito carioca despertando alguma curiosidade de um público mais amplo - além da fatia da platéia que admira fitas de terror. Isso porque a produção fez muito sucesso no Sundance Festival, onde chegou a ser indicada ao prêmio do júri. Mas no fundo, no fundo, trata-se apenas de mais um filme de horror, daqueles no qual um monstro no estilo Jason ou Freddy Krueger aterroriza suas vítimas. Só quem gosta desse gênero vai realmente aproveitar bem as sensações que ele proporciona. Mas é claro que há nele grandes diferenças para produções que seguem o estilo sangrento. O que mais salta aos olhos são a direção e o roteiro de Greg McLean. Na primeira metade do longa, não há a menor indicação de que alguém vai perder alguns litros de sangue ou mesmo um dedo. Durante muito tempo, parece que se está assistindo apenas a um leve road movie. Aliás, a demora para que o filme finalmente comece a realizar sua premissa é grande demais. Chega a chatear. O segundo ponto em que a produção se destaca das outras da mesma linha é no material que inspirou Wolf Creek: a trama é baseada em um caso real. O fato de realmente existir na vida real alguém como o psicopata da história é o que realmente mais perturba, o que mais assusta.

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