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Cinema: A bruxinha que era boa

Emma, ao fundo, se diverte no papel da babá

Patrick Moraes

A data de estréia escolhida para Nanny McPhee - a babá encantada, a duas semanas do reinício da temporada escolar, revela suas pequenas pretensões. Sem cacife para competir com as megaproduções internacionais ou os veteranos Didi e Xuxa, Nanny McPhee cumpre, a contento, seu papel de entreter os pequenos, com as evidentes lições de um conto de fadas. O filme sai do lugar-comum graças ao elenco experiente, liderado por Emma Thompson - que vive a dublê de bruxa e babá - e Colin Firth. Ele interpreta o pai viúvo, que tem de cuidar das sete crianças encapetadas cuja principal diversão é expulsar, uma a uma, as babás que tentam domá-las. O plano funciona até toparem com a misteriosa McPhee (Emma Thompson, divertida), uma mulher que usa estranhos poderes para domar os temperamentos explosivos dos pimpolhos cujas traquinagens chegam às raias da crueldade. Sem grandes complicações e lições básicas de educação, ajudados por um ou outro efeito especial para ilustrar as bruxarias, o filme consegue envolver os menores com um bom ritmo, sem muitas ''barrigas''. Este conto de fadas só derrapa numa lamentável e desnecessária seqüência de pastelão, digna das comédias mais chifrins, mas o saldo final revela-se positivo, com uma dublagem eficiente, sem fanfarronices ou celebridades tirando uma casquinha.


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[20/JAN/2006]


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