Quando a diretora Bia Lessa decidiu organizar, no Teatro Dulcina, o projeto
Inventário do Tempo - reunindo artistas contemporâneos de diferentes áreas-, pensou imediatamente em remontar a peça
Orlando, adaptação do clássico de Virginia Woolf. ''É uma obra em que o diálogo entre as mais diversas linguagens está presente o tempo todo'', observa Bia. Encenado 15 anos atrás no Centro Cultural Banco do Brasil, o espetáculo ficou dois meses na cidade e depois partiu para a turnê internacional. Fora do país, o personagem-título foi vivido pela atriz Betty Gofman, que volta a encarnar Orlando nesta nova versão, que estréia neste sábado. ''É um presente para uma atriz viver um personagem que se desdobra em vários outros'', afirma Betty. Com tradução de Sérgio Sant'Anna, a obra acompanha a trajetória de Orlando, jovem fidalgo que vive na Inglaterra por volta de 1500 e que, numa viagem do tempo, se vê em Londres, no século 20, na pele de uma mulher. Obcecado pela idéia de tornar-se escritor, Orlando investiga o universo das letras, da filosofia e da psicanálise. Depois da sessão de estréia, festa do projeto
Inventário do Tempo, com Lucas Santtana e o DJ Hans Nieswandt.
ORLANDO - Teatro Dulcina, Rua Alcindo Guanabara, 17/21, Centro. Cap.: 200 pessoas. 4ª a sáb., às 21h, e dom., às 20h. R$ 15. Duração: 1h40. Classificação etária: 14 anos. Até 19 de dezembro. Estréia neste sábado.