Música: O bis do 'Lunário Perpétuo'

Letícia Pimenta

Já virou regra. Antonio Nóbrega custa a se apresentar no Rio e, quando dá o ar da graça, é só por um mísero fim de semana, infelizmente. Quem ainda não viu o artista-brincante pernambucano em cena não sabe o que está perdendo. Seu show é uma celebração. Elétrico, falante e carismático, Nóbrega - um ás da rabeca - é do tipo que levanta a platéia inteira e põe todo mundo para dançar com ele. Como aconteceu há pouco mais de dois meses na apresentação de Lunário perpétuo, que volta à cidade para apenas dois dias no João Caetano. O espetáculo, que comemora os 30 anos de carreira do artista, resgata o romanceiro tradicional e a música para rabeca e violino. Desta vez o cantor sobe ao palco com Dona Militana, de 70 anos, mestra do romanceiro medieval e figura mítica do sertão potiguar, que se apresenta pela primeira vez no Rio. Além do show, o público pode conferir também uma exposição sobre a carreira de Nóbrega e outra de rabecas e violinos feitos pelo lutier Saulo Dantas Barreto.


Antonio Nóbrega -Teatro João Caetano, Praça Tiradentes, s/nº, Centro (2221-0305). Cap.: 1.200 pessoas. Sáb., às 20h, e dom., às 17h. R$ 20.

[18/OUT/2002]

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