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Eles fizeram nosso tempo
De quantos participaram desta jornada, nem todos se acham aqui. Seria impossível juntar, nesta reverente homenagem, aqueles que em algum momento e de alguma forma colaboraram para que escrevêssemos uma das mais gloriosas sagas da imprensa brasileira.
111 anos depois
''No branco da página explode. Todo jornal é explosão''. Carlos Drummond de Andrade forjou estes versos como no chumbo quente das velhas linotipos se forjavam os jornais.
Avanços, mas nem tanto
No ano em que o Jornal do Brasil nasceu o País passava por transformações políticas que pareciam profundas. Um mês e meio antes de aparecer o primeiro número do jornal, era promulgada a Constituição republicana e o Marechal Deodoro da Fonseca eleito presidente, pela Assembléia Constituinte.
Novos tempos, velhas mazelas
Um dado expressivo, relativo ao ano de 1891, demonstra a magnitude de uma das principais transformações por que passava o País. Neste ano, o número de imigrantes atingira o pico do século - 215.239 - e não seria ultrapassado em pelo menos duas décadas.
O ano em que muito se criou
Não foi só por causa do Jornal do Brasil. O ano de 1891 deu um show de criatividade. Foi quando surgiu o fecho éclair, o ferro elétrico e Machado de Assis sentou-se à escrivaninha no Cosme Velho, ajeitou o pincenê, molhou a pena no tinteiro e escreveu Quincas Borba.
111 anos de uma batalha infinita
O secretário de Estado americano, Colin Powell, chega esta semana ao Oriente Médio para tentar acalmar israelenses e palestinos e estabelecer um cessar fogo. Deveria desembarcar em Jerusalém com um livro de história debaixo do braço.
A eterna dependência externa
Em abril de 1891, poucos dias após a fundação do Jornal do Brasil, o ministro da Fazenda do Brasil recebeu uma carta dos banqueiros Rothschild com o seguinte teor: ''O desafortunado estado de coisas que recentemente se tem observado na República Argentina teve um efeito deplorável sobre todos os papéis e sobre todas as questões financeiras relacionadas aos estados sul-americanos''.
De 1945 a 1963, os anos dourados
A instabilidade política em momentos importantes da história brasileira não impediu o importante desenvolvimento econômico do país.
Antes da metrópole, o paraíso
A cidade que serviu de berço ao Jornal do Brasil ainda não se transformara na Paris tropical do início do século 20 - e nem as mentes mais apocalípticas imaginavam a megalópole poluída e desarrumada de hoje.
Muita saúva e pouca saúde
No início do século 20, o Rio foi sacudido por uma enorme e inusitada revolta de sua população, que se insurgiu contra a luta de um médico para livrar a cidade de um punhado de epidemias. Nomeado diretor-geral da Saúde Pública, o sanitarista Oswaldo Cruz enfrentou o descontentamento popular por causa das campanhas de vacinação que promoveu pela cidade.
Uma antiga e triste vocação
Um século atrás, a violência no Rio era aproximadamente seis vezes menor do que nos dias de hoje. Em 1908, por exemplo, registrou-se 8,14 homicídios por cada grupo de 100 mil habitantes - atualmente, o mesmo índice está em torno de 50 mortes violentas.
A liberdade escandalizava
Eu era diretor da Rádio Jornal do Brasil e lá produzia o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, um programa literário. Aos domingos, em meio a uma enxurrada de classificados, o JB se dava ao luxo de publicar uma página com alguma colaboração de gente da academia.
Um processo revolucionário
O Jornal do Brasil, na segunda metade dos anos 50 e no início dos anos 60, no século 20, foi o grande responsável pela mudança de conceito e linguagem nos suplementos culturais brasileiros.
Um copo quase cheio
Recentemente, a cena política brasileira foi sacudida por alguns episódios em nada elogiáveis que resultaram, além da troca de injúrias habitual sempre que os ânimos se acirram em demasia, no desgastado expediente de ressuscitar fantasmas relacionados com o regime ditatorial e seus odiosos métodos.
Boemia à antiga
Não existia Maracanã, não havia Fla-Flu. Nem sequer futebol. Não chegara a era do Teatro Municipal. As praias eram limpas, mesmo dentro da baía de Guanabara, mas entrar no mar era mania esquisitíssima.
Dos espartilhos à liberdade geral
As mulheres deixaram o século 19 sem exibir sequer o tornozelo e abriram o século 21 de fio dental na praia. Foram os 111 anos em que o jeito de se vestir da humanidade mais mudou.
O choro dá o tom na nova República
Chiquinha Gonzaga ainda não havia inventado a canção carnavalesca, Anacleto de Medeiros não organizara ainda a banda das bandas, a do Corpo de Bombeiros, nem Donga registrara o samba.
No princípio foi o remo
O Campeonato Estadual de Remo chega, este ano, à sua 105ª edição com uma coleção de histórias, ídolos, rivalidades e feitos. Serão seis regatas até o dia 10 de novembro.
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