Congresso dos EUA digitaliza livros

Projeto inclui parceria com o Brasil

[28/NOV/2005]

SÃO FRANCISCO - A Biblioteca do Congresso dos EUA lançou uma campanha para trabalhar com outras bibliotecas nacionais e criar a World Digital Library. O Google foi a primeira empresa a participar do projeto, com doação de US$ 3 milhões.

James Billington, bibliotecário do Congresso, disse que espera atrair mais investimentos privados para desenvolver projetos bilíngües, com bibliotecas da China, Índia, de países muçulmano e outras nações.

A iniciativa completa outras já existentes para a digitalização de documentos. Uma delas, preserva a cultura americana e outras contam com parcerias com o Brasil, França, Holanda, Rússia e Espanha.

- A World Digital Library é uma tentativa de ir além da Europa e das Américas, para culturas que formam a maior parte do mundo - disse Billington.

Segundo ele, está em debate a inclusão de uma coleção de trabalhos islâmicos do século 10 ao século 16 da Biblioteca Nacional do Egito.

- Queremos um recorde de documentação de outras grandes culturas. Mas isso dependerá das parcerias que conseguirmos. O projeto vai lidar com as culturas dessas pessoas mais do que com o contato que os americanos tiveram com elas - acrescentou o bibliotecário.

Na última década, a instituição digitalizou mais de 10 milhões de itens no projeto Memória Americana. Eles incluem mapas, manuscritos, gravações audiovisuais, cartuns e outros. A World Digital Library quer abrigar a mesma variedade de fontes.

Um segundo projeto, o Global Gateway, foi introduzido em 2000 e conta com bibliotecas nacionais da Europa e do Brasil. Ele é focado nos documentos que mostram os laços entre essas culturas e os EUA.

A World Digital Library criará registros de outras culturas, numa base mesclada com o conteúdo das bibliotecas parceiras. Mais da metade dos volumes impressos da Biblioteca do Congresso são em idiomas diferentes do inglês.

O Google trabalhará com a instituição para definir padrões de indexação das coleções digitais e fornecer equipamentos. A empresa criou o Google book search para digitalizar o conteúdo de bibliotecas americanas, mas tem enfrentado processos de editores e escritores pela inclusão de obras protegidas por direito autoral.

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