O ataque do Download.Ject, disseminado por um servidor russo, foi controlado dois dias depois com a sua desativação. Sem a correção da vulnerabilidade, no entanto, novos hackers podem agir.
Na terça-feira passada, o Storm Center Institute, que monitora ameaças digitais, identificou um programa malicioso que se instala através de um pop-up. Ele lê informações digitadas pelos usuários e rouba senhas.
- O vírus afeta versões desatualizadas e instala um arquivo que parece ser uma imagem, mas carrega um cavalo de tróia. Assim, ele espera que a vítima inicie algum contato com uma das instituições bancárias que reconhece, como o Citibank ou Barclays, para captar e enviar dados confidenciais - explica o diretor do Storm Center, Marcus Sachs, em entrevista por e-mail ao JB.
Segundo Sachs, todos os sites bancários utilizam encriptação, ineficaz nesse caso, já que o programa captura a informação antes que ela seja protegida, quando ainda está armazenada na memória do computador.
No fim da semana, outro vírus foi reportado pela empresa de segurança Secunia, e explora um erro identificado na versão 3 do navegador, corrigida há seis anos na 4, mas que voltou na 5.01, persistindo até hoje, na 6. O vírus é capaz de atacar qualquer usuário do IE que mantenha várias janelas abertas. Sem o conhecimento do usuário, hackers teriam acesso ao conteúdo de alguns sites, inserindo links ou solicitando informações pessoais. Como as instruções estariam presentes em páginas legítimas, dificilmente causariam desconfiança nos internautas.
- O problema do IE é sua dependência do Windows. Um pequeno defeito no navegador pode afetar toda a segurança do sistema. O ActiveX é poderoso e pequenos erros de programação podem gerar grandes falhas - explica Sachs.
A Microsoft afirma que investe em treinamento de usuários e empresas para melhorar a segurança, negligenciada no passado. Ao mesmo tempo, os defensores do software livre comemoram a oportunidade de divulgar seus produtos e investem na melhoria da compatibilidade entre eles, atualizando-os constantemente, ao contrário do navegador da Microsoft - sem upgrades desde 2001.
A empresa de Bill Gates já anunciou que o browser só terá novas versões vinculadas a sistemas operacionais, como as do Service Pack 2 do Windows XP. Depois, só com o Longhorn, em 2006.
As falhas com o Internet Explorer despertaram o interesse para outros navegadores, como o Mozilla e seu filhote Firefox, ambos de código aberto, e o Netscape, que usa a estrutura do Mozilla. Outro candidato é o veloz Opera.
- Netscape, Opera, Mozilla são menos vulneráveis. Mas assim que um número considerável de usuários trocarem de navegador, eles podem ser atacados por criminosos - prevê Sachs.
A HP, no entanto, também criticou o Netscape. Em nota oficial, afirmou que ele contém ''vulnerabilidades críticas em potencial''.
www.microsoft.com/security/ ncident/Download_Ject.mspx
www.sans.org
www.cert.org
www.mozilla.org
www.opera.com
www.netscape.com