Se alguém ainda tinha dúvidas, o ADSL é a tecnologia para acesso rápido à internet de maior aceitação no Brasil, ultrapassando com folga o acesso por ISDN ou TV a cabo. A Telemar anunciou que seu serviço de acesso por ADSL, o Velox, tem mais de 150 mil usuários, e a Telefonica, segura de que não perderá clientes, alterou os planos do Speedy e impôs limites para tráfego de dados.
Segundo pesquisa do IDC, no final do ano passado 70% dos acesso por banda larga no Brasil eram por ADSL. Mas o número pode aumentar: a Telemar conta que começou o ano com 45 mil clientes de Velox, e espera chegar à marca de 250 mil até o final de dezembro. No início deste ano o Velox estava disponível apenas em seis capitais mas agora ele também está em 90 municípios, tendo entre eles 13 capitais.
Em termos práticos, o ADSL tem uma vantagem frente ao cable modem por depender da linha telefônica comum, e não da TV a cabo, cuja expansão no Brasil foi menor que a prevista. Antes de lançar o Velox, contudo, a Telemar apostou no DVI, serviço baseado na tecnologia ISDN. Ele não teve o mesmo sucesso porque sua velocidade máxima é de 64 kbps (e o dobro usando duas linhas telefônicas) e a cobrança é feita por pulsos telefônicos, contra uma tarifa mensal fixa do ADSL. O DVI começou o ano com 70 mil assinantes, está com 55 mil e deve fechar o ano com 45 mil assinantes - muitos de seus usuários migraram para o ADSL.
A Telefonica foi a primeira operadora de telefonia fixa do Brasil a fazer uma aposta forte no ADSL, lançando o Speedy em 2000. No começo de setembro a operadora alterou seus planos de acesso, e agora impõe um limite mensal para transmissão de dados: ultrapassado esse teto, o assinante paga por cada megabyte transmitido. Para não contrariar muito os associados, o plano mais barato, que passou a ter um limite de 3 GB por mês, teve seu preço diminuído de R$ 117 para R$ 95 e a velocidade aumentou de 256 kbps para 300 kbps. A Telefonica justifica os novos planos dizendo que 5% de seus assinantes consomem 50% de sua rede.
O Velox continua sem limitações, mas a Telemar estuda a criação de cotas de uso, talvez no próximo ano.
- Nosso usuário médio trafega menos de 2 GB de dados por mês, e ele não pode ser penalizado por heavy users que baixam músicas, vídeos e softwares - diz o gerente de banda larga da Telemar, Wellerson Vieira.