Uma nova revolução estética?

Rodrigo Fonseca

Repórter do JB

Divulgação

Keanu Reeves volta ao papel do hacker Neo

Não há outro assunto quando se fala em superprodução cinematográfica neste momento pelo mundo afora que não seja Matrix reloaded, a inevitável seqüência da ficção científica mais criativa dos últimos tempos. Mais do que especulações comerciais, já que todo mundo diz que este pode ser o maior sucesso de bilheteria do ano, há uma curiosidade estética em torno da nova aventura do misto de hacker e salvador da humanidade Neo (Keanu Reeves) e seus companheiros de realidade apocalíptica. Por quê? Ora, porque o destino da tecnologia de efeitos especiais pode ser alterado se tudo o que os diretores Andy e Larry Wachowski prometeram virar realidade.

Cercado de enorme expectativa, Matrix reloaded, exibido quinta-feira no Festival de Cannes, chega ao Rio na sexta levantando a bola de uma trilogia calcada numa mistura de alegorias semiológicas, kung-fu e citações mitológicas. O último episódio, Matrix revolutions, está previsto para estrear mundialmente em novembro.

Mas este é um assunto para depois. Por hora, vale saber que em Matrix reloaded Neo, Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss) têm de usar seus poderes para impedir que os agentes da inteligência artificial que os oprime possam invadir a cidade de Zion e eliminar seus habitantes.

[19/MAI/2003]

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