Um empreendimento como o
Cidade sem fio é atraente apenas para quem possui um computador portátil. Por enquanto, a adoção de notebooks é significativa em grandes corporações, mas os fabricantes acreditam que nos próximos anos seu uso aumentará entre pequenas e médias empresas e mesmo entre usuários domésticos.
- No último ano as vendas de computadores não foram boas, mas as de notebooks cresceram. É um sinal de que as pessoas querem mais mobilidade, e a transmissão de dados sem fio amplia tal possibilidade - explica o presidente da Intel no Brasil, Paulo Cunha.
Ainda é preciso resolver mais um problema, contudo: tais notebooks precisam ser capazes de ter acesso a redes sem fio. As placas Wi-Fi são mais baratas atualmente do que eram há três anos, mas ainda custam cerca de R$ 500.
Este ano a Intel irá lançar uma nova plataforma para notebooks, chamada de Centrino. Ela é baseada em um processador de baixo consumo de energia, o Banias, e sai de fábrica com suporte integrado a Wi-Fi.
Para auxiliar o desenvolvimento do Wi-Fi, em setembro de 2002 a gigante dos processadores anunciou que seu braço financeiro Intel Capital iria investir US$ 150 em empresas que desenvolvem soluções sem fio - o Cidade sem fio surgiu como parte desse esforço.
Montar toda essa infra-estrutura, contudo, é de pouca utilidade se serviços e aplicações não forem desenvolvidas. Em um rede Wi-Fi funcionam todas os programas desenvolvidos para internet e redes IP, mas ainda faltam aplicações que aproveitam sua mobilidade. Em alguns shopping centers na Europa, por exemplo, quem possui um notebooks ou PDA com placa Wi-Fi pode ter acesso a um mapa do local com informações das promoções das lojas e horários das sessões de cinema.
O que a Gradiente quer com o Cidade sem fio é que ele estimule o desenvolvimento de aplicativos e serviços que aproveitem o potencial das redes sem fio.
- No dia em que conseguirmos levar essa tecnologia para a casa das pessoas, teremos aparelhos e computadores que se comunicam sem cabos e se configuram sozinhos - sonha Marcelo Ribeiro, da Gradiente.