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Bruxos e mitos versão nacional
Mitologia, história e criaturas fantásticas compõem o primeiro infanto-juvenil de Jean Angelles
Vivian Rangel
Jack Farrell e a ordem do templo
Jean Angelles LGE 288 páginas, R$ 30
O protagonista é um menino orfão de 12 anos que precisa recuperar o cálice do Santo Graal para evitar que o mundo sucumba a uma ordem maligna. Para ajudá-lo, dois fiéis amigos. No caminho, criaturas das trevas, medonhos animais mitológicos e magos que oscilam entre o bem e o mal. Não, a descrição não se refere a mais uma aventura de Harry Potter. As semelhanças evidentes com o mais famoso bruxinho da literatura infanto-juvenil não passam de coincidências, garante Jean Angelles, criador de Jack Farrell e a ordem do templo, que narra as aventuras de Jack, um jovem herdeiro templário. Misturando as ordens militares com o mito do Santo Graal e um quê de Guerreiros da Luz (aqueles descritos pelo mago mais famoso das listas de best-seller), a saga é uma aventura na medida para os pré-adolescentes e também para todos que se interessam por história e mitologia. – Os livros têm um cuidado de pesquisa histórica detalhado, mas não me restrinjo ao real. Espero que as histórias sejam pontos de partida para descobrir novas culturas – explica o autor. Jack Farrel e a ordem do templo é o primeiro livro de uma série de sete e começou a ser escrito há cinco anos, quando o misterioso Jean Angelles (pseudônimo do autor que é consultor de empresas e tem cerca de 40 anos) conheceu a região de Montserrat na Espanha. A partir da lenda de que o Santo Graal estaria escondido nas montanhas espanholas, Angelles criou o roteiro da primeira saga de Jack, escrita entre viagens a países como Argélia e Marrocos. O livro não deve decepcionar os fãs de RPG medieval (pela narrativa solene e por vezes obscura). O segundo volume da série tem previsão de lançamento para setembro e leva Jack Farrell e seus amigos à Terra Santa. As proezas continuam em locais mitológicos e históricos como a Babilônia e o Egito (muitos deles visitados pelo autor). O interesse de Angelles pelo estudo das ordens militares e misticismo (além da peculiar paixão por espadas, que coleciona) começou ainda na infância. Interesse que ele define como curiosidade em desvendar o antigo e mágico e que espera despertar nos pequenos, sem didatismo excessivo. – Não sei explicar por que os assuntos me fascinam. Quem sabe eu mesmo não tenha sido templário ? – conjectura o autor entre a brincadeira e a moral de seu livro de que tudo é possível. Basta ter a visão.
[21/JAN/2006]
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