Sábado, 31 de Março de 2001
Um século de Lacan

Polêmico psicanalista francês repensou o sistema freudiano e criou uma escola psicanalítica

LENEIDE DUARTE

Lacan, refundador da psicanálise. Lacan, transgressor. Lacan, maître à penser. Lacan, venerado. Lacan repudiado. Todos os Lacans serão lembrados no dia 13 de abril, quando o psicanalista francês comemoraria 100 anos. No mundo inteiro, assim como no Brasil, estão sendo promovidos seminários para discutir sua importância para a psicanálise.

No segundo semestre deste ano, no dia 9 de setembro, vigésimo aniversário de sua morte, nova oportunidade para se voltar a enfatizar a importância do maior psicanalista francês, que, um dia, deixou escapar a boutade: ''Fui eu que inventei o inconsciente''. Segundo uma de suas biógrafas, Elisabeth Roudinesco, é inegável a importância de Lacan: ele dotou a doutrina psicanalítica de uma concepção ''pós-saussuriana'' do inconsciente, além de uma teoria cartesiana do sujeito. Foi nos estudos de Ferdinand de Saussurre e de Roman Jakobson que Lacan se inspirou para criar a teoria de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem, atribuindo ao significante uma posição de predominância sobre o significado. Pertencente à segunda geração da psicanálise francesa, Lacan foi, de sua geração, o único herdeiro de Freud a repensar todo o sistema criado pelo fundador da psicanálise.

Para marcar o centenário de Lacan, o Idéias publica uma entrevista com a psicanalista e historiadora Elisabeth Roudinesco, além de artigos dos psicanalistas franceses René Major e Michel Plon e dos brasileiros Antônio Quinet, Joel Birman, Paulo Sternick e Marco Antônio Coutinho.

A linguagem do inconsciente

Desejo como poder

Anterior Próxima

ENVIAR MATÉRIA| IMPRIMIR                                                                                                   

EXPEDIENTE
Copyright© 1995, 2000, Jornal do Brasil, Primeiro Jornal Brasileiro na Internet