'); //-->
![]() |
||
| AJB Online | Área do Leitor | Pesquisa | Classificados |
|
![]()
Políticos na história oral
O xodó atual na instituição é o acervo de História Oral com 800 fitas, a partir da década de 1960, com a doação de documentos sonoros pertencentes aos arquivos dos governadores Negrão de Lima e Carlos Lacerda, e dos prefeitos Marcos Tamoyo, Júlio Coutinho, Israel Klabin e, em breve, as duas gestões de Cesar Maia. As fitas cassetes foram reduplicadas e organizadas por assunto.
Em breve, o Arquivo terá um laboratório de microfilmagem, garantindo uma vida mais longa aos documentos e fotos que estão se deteriorando em uma velocidade surpreendente. - Cada vez que tiramos cópia, matamos um documento em dez anos - explica Beatriz Kushnir, historiadora e autora dos livros Cães de guarda e Baile de máscaras. Ex-freqüentadora assídua do Arquivo, ela acredita que, um dia, terá tempo para pesquisar os acervos de antigos políticos. Não só ela, todos os funcionários têm uma relação afetiva com o Arquivo. A chefe da iconografia Regina Vilma, por exemplo, se emociona cada vez que arruma as aerofotogrametrias do Centro do Rio, que, antes da invenção do avião, era pintado em aquarelas. A chefe da biblioteca de 1.200 títulos Camila do Rosário Oliveira pode dizer de cadeira que os cariocas são apaixonados pela cidade. - Muitos vêm aqui atrás da História das ruas do Rio, de Brasil Gerson. Deixo até o livro já separado - revela Camila, que guarda como tesouro o raro Histoire d'un voyage, de Jean de Lery, publicado em 1816. Apesar de ser uma instituição voltada principalmente para os pesquisadores, existem funcionários dos Correios, do outro lado da rua, que preferem trocar a hora do almoço por uma viagem nostálgica folheando as antigas revistas O Cruzeiro, Revista Illustrada, Almanak Laemmert. Há que ter paciência porque o Arquivo é uma instituição que parece caminhar como se estivesse no século 19, apesar do sonho de se adaptar ao futuro. Por isso, acaba de fazer um convênio com a Faculdade de Química da UFRJ que desenvolveu o luminol, tinta invisível a olho nu, mas que, através de um carimbo, identificará a contraluz todo o material da casa. Uma providência importante em tempos de sumiços nos museus da cidade.
[09/ABR/2006]
|
|
|||||||||
|
|