Malu Mader tem jogo de cintura. Carolina Ferraz tenta manter o bom humor. Cláudia Abreu sofre. Cacau - apelido recebido na infância em referência a sua tara por chocolates - fica angustiada com a perseguição dos paparazzi, com a pressão para aparecer. Mas resiste. ''Sei que ficam me achando metida a besta. Me chamam de chata e esnobe por não entrar neste circuito. Mas prefiro me preservar. Me sentiria ridícula de me separar e sair contando. Ou expor minha casa, minha filha. Não condeno quem faz, mas não faço.''
O momento mais difícil nos seus 15 anos de carreira aconteceu há dois anos quando se casou com José Henrique Fonseca, diretor da Conspiração. Cacau deu uma festa íntima na casa de sua cunhada no Jardim Pernambuco, no Leblon. Os fotógrafos queriam registrar a felicidade do casal e seus amigos famosos. Não teve jeito. Cacau não deixou ninguém entrar. Quando o casal saiu da casa, a perseguição foi implacável. ''Me seguiram pelas ruas. Foi um estresse danado. E ainda ficaram ironizando a minha postura nos jornais. Fiquei muito magoada.'' Para evitar mais situações do gênero, Cacau não leva a filha Maria, de 9 meses, para passear no quiosque Baixo Bebê, no Leblon, onde fotógrafos fazem plantão para registrar flagrantes de artistas. ''Gosto do pessoal de lá, mas virou uma coisa desagradável. Me sinto vigiada.''
A ojeriza em se expor contribui também para a recusa em aceitar o convite para posar nua. ''Eu não sou nenhum peixão, meu possível charme não se encaixa na Playboy.'' O primeiro convite veio há dez anos, na época em que Cláudia vivia a guerrilheira Heloísa na minissérie Anos Rebeldes. Uma gracinha. ''Eu fazia o tipo ninfetinha. Mas não aceitei. Acho muito constrangedor pensar que as fotos servem para satisfazer o prazer dos homens. Eu penso no meu porteiro, sabe?''
Aos 31 anos, Cláudia está de novo com jeito de ninfetinha. Parece uma adolescente nas aulas de filosofia na PUC. A crise dos 30 anos despertou a vontade de estudar. ''As aulas me fazem pensar sobre um monte de coisas. Principalmente sobre a passagem do tempo.'' O medo de envelhecer ainda não fez Cláudia pensar em encarar uma cirurgia plástica. ''Acho esquisito colocar silicone. Ia me dar um nervoso saber que tem um troço no meu peito que eu vou ter que tirar em 15 anos.'' Mas ela não afasta completamente a hipótese da plástica. Daqui a alguns anos, quem sabe? ''Não sei como a barra vai pesar.''