O que pensam as nossas musas

Uma das mais fortes tradições do verão carioca é eleger musas. São sempre mulheres lindas e exuberantes que, na maioria dos casos, dividem o tempo entre academias de ginástica e lentes de fotógrafos. Nada contra. Mas neste verão, em vez de escolher novas musas, por que não voltar nossos ouvidos para aquelas mulheres que desde a primeira aparição jamais saíram de nossas cabeças? Malu Mader, Carolina Ferraz e Cláudia Abreu já romperam a barreira dos 30 anos, apareceram para o mundo há mais de dez, mas continuam encantando. Roubam indistintamente o fôlego de adolescentes de bermudas e senhores engravatados. E, o que é mais difícil, são admiradas pela quase unanimidade das mulheres.

Numa cidade de celebridades cercadas de paparazzi por todos os lados, elas preservam a vida pessoal. Malu não aparece em revista quando briga com o marido Toni Bellotto. Carolina não anuncia que pretende ter um filho com Murilo Benício. Cláudia Abreu não deixou nenhum fotógrafo registrar sua festa de casamento. Não aceitam cachês para marcar presença em festas de multinacional. Não posam nuas, não botam silicone. São, como os os homens gostam de dizer em mesa de bar, mulheres para casar. A seguir elas contam por que dispensam o cachê da Playboy, por que resistem à tentação da cirurgia plástica e o preço que pagam por fugirem dos paparazzi. Com a palavra, nossas musas de verdade.

[16/DEZ/2001]

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