'); //-->
AJB Online Área do Leitor Pesquisa Classificados


Condomínios passarão por vistoria

Segundo Corpo de Bombeiros, Edifício Canova, no Novo Leblon, precisa de reparos na bomba d'água

Rita Capell

Guilherme Gonçalves
O Canova, no Condomínio Novo Leblon, terá o prazo de 30 dias para se enquadrar às normas de prevenção predial de incêndio, sob pena de multa

O Canova, no Condomínio Novo Leblon, terá o prazo de 30 dias para se enquadrar às normas de prevenção predial de incêndio, sob pena de multa

Oficiais da Diretoria Geral de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros notificaram ontem a administração do Edifício Canova, no Condomínio Novo Leblon, na Barra, por estar fora dos padrões estabelecidos pela nova legislação de prevenção contra incêndios. O prédio pegou fogo no sábado à noite, destruindo seis apartamentos da coluna três: do 1503 ao 2003. De acordo com o tenente-coronel Roni Fernandes, relações-públicas da corporação, o prédio precisa fazer reparos na bomba d'água.

- O Canova carece de um eficiente sistema de pressurização, que faz com que a água saia das mangueiras com pressão. Esta foi a maior dificuldade dos bombeiros, que, quando chegaram ao local, por volta das 19h20 de sábado, não conseguiram realizar o combate interno no prédio, dificultando o despejo de água nos cômodos dos apartamentos. Creio que o síndico cumprirá as exigências, defendendo os interesses dos condôminos com a seguradora - comentou Roni.

A partir de hoje, a corporação iniciará inspeções nos outros sete prédios que integram o Condomínio Novo Leblon, erguido em 1976. O objetivo é verificar se eles também sofrem com algum tipo de falha em caso de incêndios. Nos próximos dias, os alvos serão outros condomínios construídos há mais tempo na Barra, como Nova Ipanema e Athaydeville.

Durante todo o dia de ontem, o Canova permaneceu com os sistemas de luz e gás interrompidos. A água, segundo José Braido, integrante do Conselho fiscal do condomínio, foi religada apenas para os moradores do primeiro ao décimo andares. Os apartamentos atingidos pelo incêndio ainda estão interditados pela Defesa Civil.

- Minha cunhada não tem para onde ir. Ela perdeu tudo e está abalada. Nunca vi uma pessoa chorar tanto - disse a jornalista Mariana Leão, referindo-se à moradora do apartamento 1603, Carla Scheurer, de 26 anos, que reside no imóvel com o marido, o médico Edwar Orr, e a filha Júlia, de 3 anos.

O laudo da Defesa Civil Municipal apontando a causa do incêndio deverá sair em um mês. A informação divulgada pelo engenheiro da Defesa Civil Mozer Ramos é de que o fogo teve início no apartamento 1703, no qual residia o casal de inquilinos Luiz Fernando Pereira e Elizabeth Pereira. Eles estavam saindo de casa para um casamento quando perceberam que o imóvel estava pegando fogo.

- Fui buscar a bolsa no quarto e a cama estava em chamas. Meu marido tentou puxar a mangueira do corredor, mas saiu pouca água. Estávamos de saída, com o ar-condicionado desligado e as janelas fechadas. Não faço idéia de como o incêndio teria começado - contou Elizabeth.


Aumentar letras Versão para imprimir Diminuir letras Enviar matéria

[06/DEZ/2005]


   Home > Barra


Tempo Real