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Livro: Incentivo ao prazer da leitura

Salão do livro infantil e juvenil distribuirá 25 mil livros para crianças e jovens ao longo de 11 dias no MAM

Divulgação/Mariza Lima
O espaço de leitura fez sucesso entre as crianças em 2004

O espaço de leitura fez sucesso entre as crianças em 2004

As crianças e jovens que visitarem o 7° Salão da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, terão um incentivo a mais para ler: todos receberão um livro de presente. Serão distribuídos 25 mil livros nos 11 dias do evento, em cartaz de hoje até o dia 27. Os organizadores esperam que 30 mil pessoas visitem os 64 estandes montados pelas editoras.

O mercado de livros infantis e juvenis está em crescimento e já ocupa o segundo lugar nas vendas no setor. As livrarias sabem disso. Algumas se especializaram para atender a esse público alvo, enquanto outras investem em espaços reservados especialmente para crianças e jovens.

- O Salão é mais uma das ações surgidas nos últimos tempos para despertar nas crianças e nos jovens o prazer da leitura. Não queremos competir com as livrarias nem com as bienais, até porque nossa proposta é outra. Queremos ver surgir em todo o Brasil, pelo menos nas principais cidades, salões como este - afirma a secretária-geral da FNLIJ, Elizabeth Serra.

Todas as atividades do Salão têm como objetivo criar nos mais novos o gosto pela leitura. As crianças e os jovens terão a oportunidade, também, de assistir ao trabalho dos ilustradores, ao vivo, em espaços especialmente reservados.

Além disso, poderão visitar a mostra Viva a ilustração, que tem por objetivo destacar a importância da imagem nos livros. A mostra apresenta reproduções do original de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Ângela Lago, Eva Furnari, Ciça Fittipaldi, Graça Lima, Ivan Zigg, Marilda Castanha e Roger Mello.

O autor e ilustrador Guto Lins vai lançar dois livros no Salão, um deles inédito, chamado Que horas são. Segundo ele, trata-se de uma conversa livre sobre o passar do dia. Apesar do título, em momento algum ele menciona as horas (apenas um reloginho, no alto das páginas, marca o tempo, de 15 em 15 minutos):

- O dia e o passar das horas é medido de acordo com os fatos do cotidiano, como o galo cantando, a hora do almoço, a hora do lanche. E assim vai. Faço uma referência ao fato de Santos Dumont ter inventado o relógio de pulso. São coisas assim, simples. Vou participar também como ilustrador e conversarei com as crianças sobre livros e desenhos - conta Guto.

Elizabeth Serra explica que grupos de crianças (ou acompanhadas dos pais) das classes menos favorecidas entrarão de graça, desde que os responsáveis façam o credenciamento por telefone (2240-9536 e 2262-9130) ou na recepção. O ingresso custa R$ 3 por pessoa.

- Estamos na sétima edição e constatamos, com prazer, que nosso projeto incentivou o surgimento de novas mostras: o Circo das Letras, do Ceará; e a Bienal do Livro Infantil e Juvenil de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, as duas realizadas recentemente. Participamos das duas, com a recomendação do Ziraldo, nosso amigo de longa data e defensor da proposta de tornar o Brasil um país de leitores. Tanto é assim que o Menino Maluquinho é nosso garoto propaganda. Queremos que a iniciativa seja copiada por outras cidades - afirma.

A jornalista e autora Cleusa Maria, repórter do Jornal do Brasil, estará autografando seu livro A menina que não viu o fim do mundo na segunda-feira, a partir das 9 horas, no estande da Rocco. O livro foi um dos destaques entre os lançamentos infanto-juvenis da editora. (Sergio Martins)


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[17/NOV/2005]


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