Ao contrário do que aconteceu ano passado, quando o Império reeditou o samba
Aquarela brasileira e levantou o Sambódromo, este ano o enredo sobre a necessidade de preservar a natureza não empolgou. Em raros momentos a arquibancada vibrou com a passagem da escola da Serrinha, que no início do desfile enfrentou problemas. Um vazamento de combustível fez com que dezenas de bombeiros corressem para o abre-alas, que representava - que ironia - o caos. Enquanto diretores se esforçavam para que não fosse aberto um buraco, começou a chover. Mas a água não tirou o ânimo dos componentes, que cantaram o samba por toda a avenida. Nem prejudicou a bateria, já que os surdos foram cobertos.
O desfile começou com um apelo pelo fim da exploração sexual infantil - um dos poucos momentos de empolgação do público. Ao fim do desfile, a bateria abriu e seis pessoas seguraram o avesso da faixa, que tinha o desenho de um globo terrestre e na qual se lia: ''S.O.S.'' Escondidos no pano estavam balões brancos que subiram ao céu quando a faixa se abriu.
Fabiana Andrade, rainha da bateria há cinco anos, apareceu com o corpo pintado de laranja e amarelo e não sambou. Show mesmo quem deu foi Quitéria Chagas, vestida com (pouca) tinta e à frente do quarto carro. Não perdeu o rebolado nem quando teve que tirar o sapato, que arrebentou.
A presidente Neide Coimbra dedicou o carnaval a Tia Eulália, 96 anos, que está doente.
- Ela é a sócia número 1 da escola - emocionou-se.