Duas boas novidades no Teatro de Anônimo. A trupe, criada em 1986, no Méier - e que há quatro anos ganhou um espaço de ensaios na Fundição Progresso -, inaugura hoje um palco para apresentações ao público (também na Fundição, na Lapa) e pela primeira vez realiza uma estréia ao pé da letra.
Guardados, que abre temporada às 20h (hoje só para convidados, a partir de amanhã para o público), é a primeira montagem do grupo a ter uma estréia convencional. Até agora, todas as peças que o Anônimo fez vieram de espetáculos construídos ao longo das viagens do cirquinho da companhia, o Tomara que não Chova.
Com Guardados é diferente. Ninguém ainda o viu, ele não foi testado na rua. A proposta é no mínimo ousada: tudo se passa dentro de uma caixa de tecido. No palco, sobre uma toalha branca, repousam um violino, um baú, um terço e outros traços de memória. No alto, um trapézio dá a pista de que um vôo vai começar. Em cena, apenas a atriz Regina Oliveira. A direção é de Juliana Jardim.