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Xenofobia e fronteira na Lapa


Matias Maxx

Salão de sinuca, onde o calor exige trajes como o de Fabíola Oliveira

Desde então, ''xenofobia'' é usado como uma espécie de gíria sarcástica pelos freqüentadores da casa, representando qualquer tipo de injustiça. Exemplo: colocar mais cerveja no próprio copo que no de um parceiro é xenofobia.

Brincadeiras à parte, as fronteiras entre comunidades, cidades e crews são sempre lembradas por quem sobe ao palco. Marechal vem de Niterói, o Jovem Cerebral representa o Morro da Mineira, e por aí vai. Mas, junto aos seus nomes, falam sempre na Lapa, uma referência de lugar e geração que se revela no grito ''Éle-A-Pê-A''. Ou, como faz o rapper Don Negrone, no improviso: ''Lapa/Q.G. do Brutal Crew/ Isso é hip-hop nacional, amigo/ Isso é Brasil''.

Já há propostas para levar o evento a outros estados. Mas, por enquanto, a Batalha continua na Lapa. Este sábado, dia 4 de outubro, os MCs voltam a guerrear com palavras no Balcão, com ingressos a R$ 1,00, garante a produtora Verônica. Com muito calor humano, já que a casa não tem ar condicionado. Continua tudo chapa quente.


[04/OUT/2003]


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