Apesar de um mercado tão promissor, existem poucos concursos para tradutores e intérpretes. Até hoje, segundo Ewandro Magalhães, só houve dois. Os ingressados nestes concursos recebem o título de tradutor/intérprete público - mais conhecido como juramentado - com cargo vitalício. Esses profissionais trabalham com a tradução de documentos relacionados à órgãos públicos como, por exemplo, históricos escolares de estudantes que se formaram no exterior e querem o reconhecimento de uma universidade brasileira.
Além disso, tem fé pública em audiências jurídicas, quando a testemunha é estrangeira ou o documento vem do exterior. A lei prevê que para cada 50 mil habitantes exista um tradutor. Como isso não acontece, eles ficam com um volume intenso de trabalho. Para Ewandro, ninguém deve ficar esperando por um concurso.
- É melhor investir na carreira de intérprete comercial. Os concursos são escassos e, em muitos casos, são feitos em outros estados. Como em São Paulo, onde foram chamadas duas mil pessoas e a maioria se transferiu para Brasília. O mercado fica saturado - acredita o tradutor-intérprete.
A única forma de garantir uma vaga no mercado, segundo Ewandro Magalhães, é cada um procurar o seu nicho, mostrando alguma característica especial, seja a velocidade, a qualidade ou o equipamento utilizado.
- Deve-se brigar por esse tipo de coisa e não pelo preço. Alguns cobram preços muito baixos e atrapalham todo o mercado de tradução - afirma.
Na tradução, o volume de textos e de trabalhos é cada dia maior. E acrescenta:
- Quem tem bons clientes e apresenta um trabalho de alta qualidade nunca para de trabalhar - conclui.