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Adolescentes grávidas preocupam
O número de adolescentes grávidas no Brasil cresceu nos últimos 13 anos. Em 1991, o IBGE mostrou que de todas as crianças nascidas naquele ano, 16% eram filhos de mulheres de 15 a 19 anos. Em 2004, este percentual subiu para 20%. Os dados são da Síntese de indicadores sociais, com base na PNAD de 2004.
A gerente de Indicadores Sociais do IBGE, Ana Lúcia Sabóia, destaca que quanto menor a escolaridade e a renda das adolescentes, maior é a taxa de fecundidade. O número de adolescentes negras e pardas grávidas ou com filhos também é maior que a proporção de mães brancas.
- Vimos que a taxa de fecundidade guarda estreita relação com a escolaridade e a renda. O crescimento de adolescentes grávidas mostra a importância das políticas de controle de natalidade entre elas.
O Acre ocupa o primeiro lugar no ranking entre os estados com maior taxa de fertilidade do país. Do total de acreanas em idade reprodutiva, de 15 a 49 anos, 71,6% têm filhos. Na região Norte, este percentual é de 69,2% e no Sudeste, de 61,8%.
A pesquisa do IBGE mostrou, ainda, que as famílias com menor renda - de até meio salário mínimo per capita - têm mais filhos. Na média brasileira, 49% destas pessoas, que vivem abaixo da linha de pobreza, têm três filhos ou mais. Entre as famílias com renda per capita de dois salários mínimos ou mais, apenas 21,6% têm três filhos. As mulheres que estudaram por apenas 3 anos ou menos tiveram, em 2004, têm o dobro do número de filhos que aquelas que estudaram por oito anos ou mais. Segundo o IBGE, a distância que separa as mulheres menos instruídas do Norte e Nordeste das mais instruídas do Sul e Sudeste era de três filhos.
[13/ABR/2006]
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