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Oposição quer mais lenha na fogueira
Se o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, for derrotado na tentativa de apertar a meta fiscal e a velha prática de gastar dinheiro às vésperas das eleições forem confirmadas no próximo ano, mais um flanco será aberto na crise política, já que a oposição está vasculhando com lupa o caminho do orçamento público.
Os parlamentares da oposição aproveitam, ainda, a guerra do orçamento para tentar criar um clima de incerteza para o mercado financeiro, dizendo que a taxa de juros poderia cair, o que seria considerada uma medida eleitoreira. Esta é a avaliação, por exemplo, do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), integrante da Comissão de Orçamento do Congresso. - O governo vai se preparar para gastar mais. Até a taxa de juros poderá cair agora, porque ainda há tempo de promover mais crescimento econômico e geração de empregos no ano eleitoral - dispara. Fruet critica a estratégia de liberação de verbas nas vésperas das eleições, dizendo que o eleitor está atento. O tucano admite, porém, que esta não é uma prerrogativa do PT e sim uma prática de todos os governos no Brasil. A briga dos ministros da Fazenda e da Casa Civil também foi um prato cheio para as críticas dos oposicionistas, que apostam que Palocci irá deixar o cargo. - A disputa eleitoral começou na única área do governo que estava blindada. O ministro Palocci tem sido tão bombardeado para liberar recursos para a reeleição. Por isso acredito que vai deixar o cargo - diz o deputado tucano. E acrescenta que a ministra Dilma assumiu o papel de cabo eleitoral do presidente Lula. - Ela tem ido a reuniões de bancada e falado sobre a importância dos investimentos. Os pedidos dos partidos são até legítimos, mas o governo tem que tomar cuidado para não gastar com qualquer coisa - diz. O senador pefelista Édison Lobão, que também participa da Comissão de Orçamento, endossa o coro dos que irão fiscalizar a liberação de verbas em 2006. Ele ataca o governo dizendo que senadores e deputados de oposição tem mais dificuldade de obter recursos através de emendas parlamentares.
[13/NOV/2005]
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