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Rio não vê a cor do dinheiro


BRASÍLIA - Dos investimentos previstos para o Rio de Janeiro, apenas 2,7% haviam sido gastos até o final de julho pelo governo federal: R$ 19,8 milhões dos R$ 741 milhões da dotação orçamentário inicial. O estado é governado pelo casal Garotinho, ferrenhos opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alguns programas não receberam um centavo sequer em 2005. São exemplos o programa ''Saneamento Básico para Controle de Agravos''; ''Construção de viaduto e duplicação de trechos rodoviários na BR-101''; ''Construção de Barragens''; ''Apoio a melhoria das condições de habitabilidade de assentamentos'' e ''Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Fundamental''. Para essas obras estão disponíveis R$ 104 milhões. A rubrica ''Implantação de serviços de saneamento básico em municípios'', cujos recursos seriam destinados sobretudo para a Baixada Fluminense, só recebeu R$ 16 mil.

Em contrapartida, o programa ''Implantação de unidade de enriquecimento de Urânio'', gastou R$ 4,8 milhões dos R$ 9,9 milhões autorizados.

Um dos programas que mais recebeu recursos federais foi o ''Atenção a Saúde nos Hospitais da Rede Pública Federal'': R$ 10,9 milhões. O valor se explica pela briga política com o prefeito do Rio, Cesar Maia, que resultou na intervenção do setor de saúde do município.


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[15/AGO/2005]


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