A Procuradoria do Estado vai recorrer da sentença que tornou inelegíveis a governadora Rosinha Matheu e o secretário de Governo, Anthony Garotinho. Com a condenação proferida pela juíza Denise Appolinária, o casal não poderá concorrer as eleições de 2006. O ex-governador disse ontem, em Cuiabá, não acreditar que a decisão da juíza de Campos vá prejudicar uma eventual candidatura à Presidência da República:
- Não há nenhum risco de eu não ser candidato.
Tanto Rosinha quanto Garotinho criticaram a sentença da juíza, acusando-a de parcialidade na decisão. A governadora classificou de ''insensatez punir o denunciante''. Em nota, o secretário afirmou que ''já esperava por essa decisão, em decorrência do comportamento da juíza'', que teria ''a todo momento tentado prejudicar'' Pudim. Anunciou que também irá recorrer da decisão.
O recurso a ser apresentado por Garotinho suspenderá temporariamente a sentença. Se ele disputar a Presidência e ganhar, caso os recursos não tenham sido ainda analisados pela Justiça Eleitoral, assumirá o cargo sob o risco de, mais tarde, vir a ser definitivamente tornado inelegível. A principal tese de defesa do ex-governador será de que no período eleitoral estava afastado do governo, do Estado logo não teria usado a máquina pública.
Em 27 de setembro, exatamente uma semana antes do 1º turno, o ex-governador, que até então ocupava a Secretaria Estadual de Segurança Pública, pediu a exoneração. A medida tinha o intuito de dar a ele mais liberdade, já que alguns políticos de partidos adversários já o acusavam de uso do cargo para favorecer candidaturas. Em princípio, ele se afastaria apenas até o término da campanha, mas acabou se afastando de vez em 3 de dezembro.