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Rio também está na mira


BRASÍLIA - A correição extraordinária na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro começa no final de maio. A expectativa é que o trabalho no Rio também dure cerca de seis meses. Primeiro, a Coordenação Geral de Correições da PF vai enviar uma equipe para o Espírito Santo, onde o trabalho deve durar dois meses, por apresentar menor número de inquéritos.

No Rio, há mais de 18 mil casos suspeitos sendo investigados. A expectativa dos investigadores é que sejam encontradas irregularidades tão graves quanto em São Paulo, por tratar-se de um estado com um histórico de problemas. Durante o trabalho, a equipe confere a condução de todos os inquéritos.

A PF vai realizar correições extraordinárias em todos os estados, nos próximos 5 anos. Depois do Rio, as equipes devem se deslocar para as superintendências de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

As correições extraordinárias são feitas com equipes de outros estados. Na inspeção feita em São Paulo, ficou constatado que várias irregularidades que ocorrem no passado - identificadas em correições internas, feitas com pessoal da própria superintendência - não foram solucionadas.

Além das correições extraordinárias, a PF vai começar agora a fazer um extenso trabalho de sindicâncias patrimoniais. É uma investigação sigilosa sobre os sinais exteriores de riqueza de vários delegados, agentes e escrivães. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a PF prendeu 1.059 pessoas, entre elas 316 servidores públicos. Deste total, 48 eram policiais e delegados da PF. Nunca foram presas tantas quadrilhas na história do país.


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[25/MAR/2005]


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