BRASÍLIA -
O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste informaram que não é política das instituições a cobrança de contrapartidas para concessão de empréstimos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familia (Pronaf), incluindo cartões de crédito, títulos de capitalização e seguro de vida, conforme identificou a Controladoria-Geral da União (CGU).
O superintendente de Microfinanças e Projetos Especiais do BNB, Stélio Gama Lira Júnior, afirmou que o banco vai apurar todas as denúncias de cobranças de contrapartidas para liberação de empréstimos. Stélio acredita que os casos investigados pela Corregedoria - apesar de abranger dezenas de municípios - sejam ''pontuais''. Os gerentes de bancos, diz Stélio, muitas vezes procuram ''os métodos mais fáceis'' para vender produtos do banco.
- Isso não é admissível - acrescentou Stélio.
A assessoria de imprensa do Banco do Brasil na sede nacional, em Brasília, informou que a instituição cumpre as regras do Banco Central, que proíbe a existência de condições como estas para a concessão de empréstimo. Segundo o banco, existe um ''sistema contínuo de alerta'' na instituição para que os funcionários não façam este tipo de operação. Assim que o Banco do Brasil for informado pelos órgãos competentes, no caso a CGU, segundo a assessoria, a instituição vai tomar as ''medidas cabíveis''.