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O Rio do futuro

Qual o papel da prefeitura na prevenção ao uso de drogas e no tratamento de dependentes químicos? Como isso pode diminuir a violência no Rio?

Alba zaluar*

Cesar Maia (PFL): Palestras nas escolas

Agimos na prevenção e no tratamento de dependentes através da secretaria especial de Prevenção à Dependência Química e da Guarda Municipal. A secretaria promove campanhas educativas, palestras, seminários e um concurso anual de textos teatrais para alunos das escolas municipais. O Grupamento de Ronda Escolar (GRE) da Guarda Municipal atua em 681 das 1.044 escolas com equipe especializada em dar palestras para alunos, pais e professores, explorando temas como sexualidade, drogas e família.

Marcelo Crivella (PL): Criar programas

É preciso criar programas de tratamento contra o uso de drogas no Rio. Estudos apontam que o envolvimento com álcool e drogas se intensificou nos últimos anos e que se dá em faixas etárias cada vez mais precoces. A população de baixa renda não tem como custear um tratamento, sobretudo se a internação for necessária. No campo preventivo, serão ampliadas as funções da secretaria de Prevenção à Dependência Química, no sentido de integrá-la às secretarias de Saúde e Assistência Social.

Luiz Paulo Conde (PMDB): Cultura e esporte

A prefeitura tem um papel muito importante na prevenção ao uso de drogas legais e ilegais e na recuperação e inserção social do usuário de drogas. Com esta perspectiva, no meu primeiro governo, criei a Coordenadoria de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas, que realizou parcerias com ONGs, condomínios, igrejas e outras entidades, visando a envolver o maior número de pessoas na campanha de prevenção e criando uma rede de proteção ao usuário com caminhos alternativos, por meio de atividades culturais e esportivas.

Nilo Batista (PDT): Política de redução de danos

Grande parte da violência decorre de uma política criminal equivocada, imposta pelos Estados Unidos. É funcional para o modelo econômico criminalizar a juventude pobre e a pobreza em geral. Procuraremos aumentar o atendimento, numa perspectiva de saúde pública voltada para a redução de danos, prestigiando os grupos de ajuda mútua, porém desfazendo os preconceitos. A repressão implacável, que faz parte daquela política pública, mata milhares de vezes mais do que as drogas ilícitas.

Jorge Bittar (PT): Parceria com clínicas

Com relação ao tratamento dos dependentes químicos, a Prefeitura do Rio de Janeiro atuará diretamente, através de clínicas especializadas da rede municipal de Saúde. Em nossa administração, também pretendemos firmar convênios e parcerias com clínicas e centros de terapia particulares, mas sempre dentro de uma visão de que o tratamento do dependente deve ser feito em casa, com a ajuda de psicólogos, recorrendo-se a internações apenas em casos extremos.

Jandira Feghali (PCdoB): Nova secretaria

A violência no Rio de Janeiro está, em grande medida, associada ao tráfico e ao uso de drogas. O trabalho de prevenção que a prefeitura deveria desempenhar nesse campo atualmente não existe. A secretaria municipal de Segurança Pública e Defesa da Cidadania, que vamos criar, trabalhará de forma integrada com órgãos afins dos governos estadual e federal nessa prevenção. Criaremos, também, espaços públicos para o tratamento de dependentes químicos, hoje inexistentes.

*Coordenadora do Núcleo de Pesquisa das Violências da Uerj


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[14/SET/2004]


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