BRASÍLIA -
O Brasil se consolidou como uma rota final para a venda de anfetaminas e ecstasy, segundo relatório da ONU. A Europa, principal produtor mundial das drogas, é fornecedora para o o país.
O ecstasy começa a despontar como uma das drogas pesadas mais consumidas no mundo. Existem hoje 8,3 milhões de usuários, um aumento de 84,4% em relação aos números de 2000, que registravam 4,5 milhões de usuários na década passada. A popularização do ecstasy começou a partir de 1995.
A droga é de difícil apreensão, devido ao tamanho reduzido e às várias formas de apresentação. Pela estimativa da ONU, é produzido anualmente 1,4 bilhão de comprimidos, ou seja, uma média de 168 doses por usuário a cada ano.
O ecstasy começa a concorrer com a cocaína, uma das drogas mais consumidas no mundo. O Relatório 2004 aponta a existência de 13,3 milhões de usuários de cocaína. O ecstasy encostou na heroína, que tem 9,2 milhões de usuários.
A explosão da produção e distribuição do ecstasy pode ser medida pelo número de laboratórios que são fechados a cada ano. Foram fechados 10 mil laboratórios que fabricavam anfetaminas em 2002. Em 1995, o número foi de menos de mil laboratórios. Os principais pólos produtores de ecstasy no mundo são o sudeste da Ásia e a América do Norte. O Brasil é rota de entrada do ecstasy importado da Europa. A droga, antes consumida em festas rave, hoje começa a ser vendida em vários outros tipos de eventos.
Em todo o mundo há 185 milhões de usuários dos diversos tipos de drogas, o que representa 4,7% da população entre 15 e 64 anos. A droga mais consumida é a maconha, com 146,2 milhões de usuários. Pelas estatísticas da ONU, a Austrália é um dos países onde mais se consome maconha, utilizada por 15% da população. A Austrália é também um dos países onde mais se consome ecstasy, droga preferida de 3,4% da população. O quadro comparativo feito pela ONU só tem 12 países.
Com Agência Folha