Já sabemos que a placa-mãe de um PC é uma de suas partes mais importantes. Mas se cada fabricante de placa-mãe decidisse criar placas com medidas e formatos quaisquer seria uma grande confusão montá-las dentro do gabinete. Por isso foram criados formatos padronizados para as placas-mãe do PC. Os mais comuns são:
FORMATO "AT"
É um dos mais antigos usados pelos fabricantes. Infelizmente, uma placa no formato AT é muito larga para ser encaixada nos gabinetes atuais, por isso a maioria das placas existentes hoje vem num formato chamado "Baby AT", que tem todas as características de uma placa formato AT, mas é mais "estreita". Hoje o padrão AT está perdendo força e vem sendo substituído pelo padrão ATX (mais atual).
Normalmente, este formato é encontrado em placas para CPUs compatíveis com o Socket7 e, em alguns casos, placas com CPU Pentium II. As placas no formato Baby AT têm, aproximadamente, largura de 8,5 polegadas e comprimento de 13 polegadas. Existem vários "furos" em locais específicos da placa, que permitem sua fixação no gabinete. Este formato de placa é facilmente identificado porque, neste caso, a placa-mãe só tem um conector "soldado" na própria placa: é um conector redondo, onde é encaixada a extremidade do cabo do teclado.
Os encaixes da porta paralela e das duas portas seriais (ver dicionário na página 3) são ligados à placa-mãe através de cabos, e são fixados ao gabinete usando-se duas pequenas placas metálicas. O encaixe para o processador fica normalmente à frente dos slots de expansão. Por isso podemos encontrar dificuldades na hora de instalar placas de expansão com um comprimento um pouco maior.
A placa tem vários conectores onde são encaixados pequenos cabos, os "cabos flat". Os dois menores conectores são para as duas portas seriais, os dois maiores são para as duas interfaces IDE, um outro é para a controladora de drives de disquete e o último para a porta paralela.
Algumas placas ainda têm conectores para portas USB, PS/2 etc. Todos os conectores da placa e os encaixes para os módulos de memória costumam ficar localizados numa mesma área na placa. Isso dificulta ainda mais o trabalho em placas no formato AT. Existe também um conector para a fonte de alimentação com 12 pinos. Numa placa no formato AT devemos usar uma fonte de alimentação padrão AT, que tem dois conectores de 6 "furos" e que se encaixam nos 12 pinos da placa-mãe.
Só há uma forma correta de se encaixar os conectores da fonte no conector da placa-mãe, e, neste caso, os fios de cor preta devem ficar "juntos" e no meio do conector de força da placa-mãe.
Placas-mãe no formato AT pedem gabinetes no formato AT e com fonte no padrão AT. Além dos problemas já mostrados deste formato, existe ainda a dificuldade de circulação de ar nos gabinetes AT, que são mais "quentes" que os de outros formatos.
FORMATO "ATX"
O formato ATX foi criado pela Intel para acabar com alguns problemas das placas no formato AT. Ele demorou um pouco para cair no gosto dos usuários, mas hoje é o formato mais utilizado para placas-mãe e gabinetes. Quase todas as placas para os processadores modernos, tanto da Intel quando da AMD, seguem o formato ATX. As principais características no padrão ATX:
Conectores das portas seriais e paralelas embutidos na placa mãe. Isso diminui bastante a quantidade de fios no interior do gabinete e também facilita a montagem da placa e a circulação de ar.
Conector de teclado menor que o da placa padrão AT. Além disso, existe um conector para mouses no padrão PS/2, do mesmo formato pelo usado pelo teclado.
Redução no comprimento da placa, facilitando o acesso a seus componentes quando esta está montada no gabinete.
Mudança do local do processador. Agora a CPU não fica "na frente" dos slots, o que causava problemas na instalação de algumas placas de expansão.
Conector de força à prova de erros. Nas placas no formato AT, o conector de força aceitava que a ligação fosse feita de maneira errada, o que podia causar danos irreversíveis à placa. A placa no formato ATX tem um conector cujo formato impede erros. Infelizmente isso obriga a que a fonte de alimentação para placas-mãe no formato ATX seja diferente da usada para placas AT. Esta fonte, inclusive, fornece tensão de 3,3 volts, a usada pela placa-mãe no formato ATX.
Melhoria no fluxo de ar. Como o formato é mais "organizado" o ar flui melhor dentro de um gabinete ATX.
Maior facilidade no gerenciamento de energia. A fonte de alimentação no padrão ATX pode ser ligada e desligada através de software, se necessário. Isso permite uma maior economia de energia. Em placas no padrão AT temos que desligar o PC com uma uma chave, e não podemos desligá-lo por software, como fazemos com o comando do Windows chamado "Desligar o computador" (Shutdown), no Iniciar (Star).
Bem, acho que neste artigo consegui mostrar os principais itens que devemos levar em conta na hora de escolher uma placa-mãe. Uma última dica: a marca da placa não costuma ser importante, mas procurem evitar as placas fabricadas pela PcChips, também conhecidas por "PC100", "PCPartner" etc., e que normalmente têm modelos começando pela letra "M" (M-598, M-748 etc.).
A PcChips é conhecida pela baixa qualidade de seus produtos, apesar do preço convidativo. Além disso, suas placas são do tipo "onboard", ou seja, componentes como placas de vídeo, de fax-modem, de som e de rede são embutidos na placa-mâe, "sugando" seus recursos e prejudicando o desempenho do computador. Espero que este artigo seja útil para vocês. Um grande abraço! (A.A.)
Chipsets para placas-mãe com processadores da Intel
Chipsets para placas-mãe com processadores da AMD
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