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A
estrela rubro-negra
Zico tinha grande admiração por Dida, artilheiro do Flamengo
na década de 60, e sonhava um dia defender o time rubro-negro.
Enquanto isso não acontecia, mostrava sua arte jogando futebol
de salão no River, time de Quintino. Quando estava tudo acertado
para ir para o América, foi descoberto por Celso Garcia e
levado para a Gávea, em 1960. Fraco fisicamente, mas com um
potencial enorme, os dirigentes rubro-negros resolveram apostar
suas fichas no jovem talento e providenciaram um programa
especial de reforço muscular, feito pelo preparador físico
José Roberto Francalacci.
A
dedicação e o esforço do "Galinho de Quintino", como também
era conhecido, foi recompensado depois com as inúmeras glórias
que conseguiu na brilhante carreira profissional, que começou
em 1971. Insatisfeito com o rendimento do time principal,
o lendário técnico Freitas Solich, resolveu lançar alguns
juvenis e o resultado foi positivo, com o Flamengo vencendo
o Vasco por 2 a 1.
Surgiu
então o maior ídolo da torcida rubro-negra, principal responsável
por inúmeros títulos do clube, onde marcou 508 gols. Sua coleção
de troféus e glórias começou no Estadual de 1972, quando o
Flamengo era comandado pelo técnico Zagallo, e culminou com
o Mundial Interlubes de 1981 e quatro campeonatos brasileiros
- 1980, 1982, 1983, 1987.
Após
conquistar o terceiro título nacional pelo Flamengo, em 1983,
Zico se transferiu para a Udinese, da Itália, onde fez 72
partidas e marcou 57 gols, e ajudou a subir para a Primeira
Divisão do futebol italiano. Dois anos depois, retornou à
Gávea e no dia 29 de agosto, num jogo contra o Bangu, viveu
um dos momentos mais dramáticos de sua carreira, que quase
foi encerrada por uma entrada criminosa do zagueiro Márcio
Nunes. Depois de três cirurgias no joelho esquerdo, voltou
a ação exibindo seu exuberante futebol.
No
dia 6 de fevereiro de 1990, a nação rubro-negra lotou o Maracanã
para ver o ídolo se despedir dos gramados, num amistoso contra
o Resto do Mundo. A saudade da bola apertou e ele voltou à
ativa em 1991, jogando na "terra do sol nascente", pelo Kashima
Antlers, encantando os japoneses e promovendo o esporte bretão
no país.
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