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Coração
rubro-negro e cruzmaltino
Já aos cinco anos de idade, nas peladas da Vila da Penha,
Romário era o destaque do Estrelinha, time fundado por seu
pai, e despertou a atenção dos "olheiros", que o levaram para
testes no Olaria. Não demorou muito e o Baixinho foi indicado
para o Vasco mas, seu estilo marrento fez com que fosse devolvido.
Só que ninguém seria tolo suficiente para desprezar sua maestria
e, em 1985, acabou promovido pelo técnico Antônio Lopes ao
profissional do time cruzmaltino, onde firmou-se como companheiro
de ataque do craque Roberto Dinamite. Começava aí uma carreira
de glórias, unindo títulos e artilharias. 
Seu
primeiro ciclo no Vasco durou até 1988, quando, depois de
sagrar-se bicampeão carioca, foi comprado pelo PSV Edinhoven,
da Holanda. Se já havia conquistado os brasileiros, passou
a ser idolatrado no mundo. Nas seis temporadas que disputou
na Europa foi campeão e artilheiro de todas, sendo cinco pelo
time holandês e uma pelo Barcelona, da Espanha, clube para
o qual se transferiu em 1993.
Mas,
Romário sempre teve uma grande identificação com o Rio de
Janeiro. A saudade dos amigos e do futevôlei no quiosque Viajandão,
na praia da Barra da Tijuca, fizeram o craque retornar à cidade
em 1995. Para ira dos vascaínos, Romário declarou amor ao
arqui-rival, o Flamengo e foi campeão estadual duas vezes,
em 1996 e 1999. Durante
estes quatro anos, encontrou tempo para vestir a camisa do
Valencia, da Espanha, em duas oportunidades.
Mas
se o ditado "do primeiro amor a gente nunca esquece"
é verdade, pode ser aplicado a Romário, que
voltou a vestir a camisa cruzmaltina após o Campeonato
Brasileiro de 99, que disputou com o Flamengo. Está
em São Januário até hoje.
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