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Um
goleador nato
Já no começo da carreira, Reinaldo despontou como goleador.
De imediato foi artilheiro do campeonato mirim jogando pelo
1º de Maio de Ponte Nova, em 1967. No ano seguinte defendeu
o Pontenovense, onde integrou o time principal com apenas
14 anos. Sua habilidade e oportunismo logo depertou a atenção
dos grandes clubes, e, em 1971, foi aprovado nas categorias
de base do Atlético-MG. Profissionalizado em 1973, sua estréia
com a camisa do Galo foi na derrota para o Valeriodoce e seu
primeiro gol aconteceu na terceira partida, contra a Caldense.
No
mesmo ano, sofreu as duas primeiras cirurgias no joelho esquerdo,
retirando os meniscos interno e externo. Porém, foram os gols
o principal artifício para Reinaldo ter se tornado ídolo da
massa atleticana. Em 254 oportunidades, ele balançou as redes
adversárias e tornou-se o maior artilheiro da história do
clube.
Mas
as alegrias também vieram em forma de títulos. O craque sagrou-se
campeão pela primeira vez em 1976, quebrando uma hegemonia
de quatro anos do Cruzeiro no campeonato estadual. No ano
seguinte, foi vice no Brasileirão, mas terminou na frente
da artilharia, com 28 gols, um recorde que demorou 20 anos
para ser batido. Em 1978, conquistou novamente o título mineiro,
fato que se repetiu até 1984.
Sua
carreira começou a despencar em 1985, quando brigou com os
dirigentes do Galo e foi vendido para o Palmeiras. Assim como
no clube paulista teve passagens rápidas por: Rio Negro, de
Manaus; Cruzeiro, onde jogou apenas duas partidas; Hacken,
da Suécia; e finalmente o Telstar, da Holanda, encerrando
a carreira, em 1988, com 31 anos.
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