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O
Santos agradece
Antes da fama, Pelé passou por vários equipes amadoras como
o Sete de Setembro, São Paulinho de Curuçá, Radium e Canto
do Rio, mas foi com a camisa do Ameriquinha que chamou a atenção
do ex-craque da Seleção Brasileira, Waldemar de Brito. Constatada
a habilidade, o jovem talento foi levado para jogar no Baquinho
(Bauru Atlético Clube), que conduzia os garotos para clubes
profissionais.
"Este
é o garoto que vai ser o maior jogador do mundo", previu Waldemar
ao apresentá-lo ao presidente do Santos, Athiê Couri. Mesmo
com a contrariedade da mãe, Dona Celeste, que não queria que
o filho fosse para a cidade grande, Pelé chegou à Vila Belmiro
em 1956, dando partida à mais brilhante carreira de um jogador
de futebol. Em 7 de setembro deste mesmo ano, estreou na equipe
santista deixando sua marca na goleada de 7 a 1 sobre o Corinthians
de Santo André. A partir de então foram conquistas e mais
conquistas, com destaque para o bi-campeonato mundial interclubes,
em 1962 e 1963.
Em
1974, despediu-se do Santos, dia 3 de outubro, num jogo contra
a Ponte Preta, e foi pendurar as chuteiras no Cosmos, dos
EUA. Sua última volta olímpica aconteceu no dia 28 de agosto
de 1977, quando sagrou-se campeão da Liga Norte-Americana.
Um mês depois, aconteceu o que todos torciam para que não
acontecesse. No dia 1º de outubro, numa partida entre o Santos
e o Cosmos, Pelé se despede de vez do futebol jogando um tempo
em cada equipe e arranca lágrimas de fãs do mundo inteiro.
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