O talento durante quatro mundiais
Nílton Santos

Bastou um ano para que fosse chamado para a Seleção Brasileira disputar o Sul-Americano e a Copa Rio Branco. Nílton Santos defendeu o Brasil em quatro Copas do Mundo. A primeira em 1950, o técnico Flávio Costa gostava de defensores mais viris e o deixou na reserva. Após a decepcionante derrota para o Uruguai na decisão no Maracanã, ele foi um dos únicos que voltaram a vestir a camisa "amarelinha" na Copa de 1954, desta vez, como titular.

Na conquista do primeiro título mundial, na Suécia, e 1958, sua ousadia chamou a atenção. Chamado pelo técnico Vicente Feola como reserva de Oreco, Nílton Santos ganhou uma chance na partida contra a Áustria. Ignorando as ordens do técnico Vicente Feola, se lançou ao ataque, num ato inesperado de um defensor da época, e marcou o segundo gol na vitória de 3 a 0. Em 1962, no Chile, mesmo jogando como zagueiro no Botafogo atuou na lateral e acabou escolhido para a Seleção da Copa.

Técnico e elegante, ele também sabia usar a malandragem. No último jogo da primeira fase, contra a Espanha, a derrota acabaria com o sonho do bicampeonato. O Brasil perdia por 1 a 0, quando Nílton Santos derrubou um adversário na área e deu dois passos à frente. O juiz chileno, Sérgio Bustamante, embarcou e não deu o pénalti, marcando falta fora da área.