JB Online - Copa do Mundo 2002
























Maradona despreza a conquista

Dor-de-cotovelo atinge até Cruyff

O choro dos descontentes com o pentacampeonato brasileiro ganhou ontem reforços de peso: os ex-jogadores Diego Armando Maradona e Johan Cruyff. Com declarações lamuriosas e despeitadas em relação ao futebol brasileiro, os dois passaram a disputar, sem rivais, o troféu dor-de-cotovelo da Copa de 2002.

O argentino Maradona qualificou a competição de ''medíocre'', mas em sua análise não pesou o futebol apresentado pela Seleção Argentina, mas sim o dos finalistas Brasil e Alemanha. ''Esta competição foi medíocre e não teve uma grande final. A Alemanha não chegou a ser a sombra do que realmente é. Acho que foi uma das piores equipes da Alemanha que já vi. O Brasil foi um time de talentos individuais que não jogou como time'', disse o argentino, no Japão.

Mesmo sem conhecer o resultado da escolha do melhor jogador do mundo, Maradona tratou de fazer carga contra o artilheiro Ronaldinho. ''O homem que deu a vitória ao Brasil foi Ronaldinho, mas ele não foi o melhor, porque seu joelho ainda está machucado e não pôde jogar 100%. Se queremos nomeá-lo melhor jogador porque convém aos patrocinadores, me parece muito bem, mas tecnicamente ele não foi melhor do que outros, como Rivaldo e Roberto Carlos.''

O holandês Cruyff tentou superar o sul-americano. Da Holanda, país que sequer se classificou nas Eliminatórias Européias, ele pediu aos torcedores que se esqueçam desta edição da Copa. ''Esse Mundial terá que ser esquecido. Os brasileiros praticaram o anti-futebol e não formaram uma equipe. Eles apenas se aproveitaram dos erros dos adversários. O primeiro gol não foi mérito de Ronaldinho, sim a conseqüência dos erros da defesa alemã e de Kahn.''

''A Alemanha tinha um jogo coletivo muito bom, mas sentiu a falta de uma personalidade como a de Franz Beckenbauer ou Gerd Müller'', opinou. ''Este Mundial não teve estrelas de verdade'', continuou. ''Só espero que o anti-futebol do Brasil não sirva de exemplo aos resto do mundo.''

Cruyff, que também é treinador, disse que ''apesar da vitória, o nome de Felipão não passará à posteridade, porque ele teve medo dos alemães.'' O holandês enalteceu o futebol coreano e o turco pela ''memorável'' disputa do terceiro lugar. Mas depois acabou revelando sua motivação. ''Guus Hiddink (técnico holandês da Coréia do Sul) merecia a medalha de ouro pela extraordinária maneira de representar a Holanda.''

[02/JUL/2002]


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