Quem pretende brincar o Carnaval em Salvador, saindo em um dos tradicionais blocos puxados pelas principais bandas do axé music, não pode mais perder tempo. Já começam a esgotar os abadás, em alguns deles não é mais possível adquirir a fantasia, apesar do preço elevado.
Um exemplo é o Camaleão, que tem como principal atração a banda Chiclete com Banana, o mais procurado no carnaval da Bahia. Estão esgotadas também as possibilidades de participação no alternativo Nana Banana, que sai com o cantor Netinho, no Cerveja e Cia, de Ivete Sangalo, e no Interasa, de Durval Lelis. Este último, no entanto, ainda está vendendo alguns abadás de terceiros, a preços nada convidativos. O feminino sai a R$1 mil e o masculino R$ 1,3 mil. No câmbio oficial os últimos foram vendidos por R$ 850.
Marcelo Nery, um dos sócios da Central do Carnaval, um projeto pioneiro de gestão de blocos de trio na Bahia, confirma que este ano as vendas aconteceram de forma mais acelerada. "Em outubro a participação no Camaleão já estava limitada", diz.
Segundo o empresário, a criação da Central foi o principal fator impulsionador dos bons negócios neste ano, por oferecer uma série de possibilidades que o folião até então não dispunha.
Internet - A partir da central tornou-se possível a composição de um mix de participação, misturando até as seis atrações, circuitos, horários e preços, tudo a gosto do freguês. A visitação no site www.centraldocarnaval.com.br também surpreendeu, diz, acrescentando que cerca de 20% das vendas feitas até agora deram-se através do site, que contém todas as informações sobre os blocos, artistas e as possibilidades de composição do mix. Quarenta por cento dos negócios foram firmados com foliões de outros estados brasileiros, ficando a liderança com São Paulo, seguido do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo.
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