Até o próximo dia 22, data de início do Carnaval em Salvador, pelo menos 150 trios elétricos serão vistoriados e liberados para participar dos principais circuitos da folia. Trinta e cinco profissionais de 12 órgãos estão trabalhando ininterruptamente para atender e auxiliar na liberação de toda documentação exigida, incluindo Corpo de Bombeiros as polícias civil e técnica.
Ao chegar nos boxes, instalados no Parque de Exposições, os responsáveis pelos trios adquirem uma cartilha contendo as exigências de cada órgão. Depois do preenchimento dos requisitos obrigatórios e pagamento das taxas relativas aos serviços, o veículo é considerado vistoriado, recebendo o adesivo de aprovação.
De acordo com o Coordenador Adjunto da Central de Vistoria, Capitão Antônio Sampaio, até sexta-feira devem comparecer ao Parque de Exposições os trios do Camaleão, Inter Asa, Madeirada, de Ivete Sangalo, e 222, de Gilberto Gil, que estão concluindo os últimos detalhes para passarem pela vistoria.
"O movimento de vistorias deverá aumentar a partir do próximo dia 19, com o término dos carnavais antecipados que estão acontecendo em cidades como Itabuna e Juazeiro e nos quais vários trios de Salvador estão participando. A entrega de cartilhas começa a crescer e o trabalho já está sendo executado também com os carros-de-apoio", informou o capitão.
O requisito segurança é a principal preocupação da central, que avalia as condições mecânica, elétrica e hidraúlica dos veículos. "Deve ser verificada toda a parte de conservação do motor, se há folga no volante, os freios, os pneus, além da comunicação entre a cabine do veículo e o palco que precisa ser perfeita", disse Sampaio.
Os veículos que não atenderem a uma das normas da cartilha, estabelecidas pelos órgãos fiscalizadores, serão impedidos de desfilar. O valor cobrado pela vistoria, completa, varia conforme o número de participantes do bloco que integra o trio, preço do abadá, número de dias para desfile e tamanho do caminhão. Um único trio pode pagar até R$ 70 mil para ser vistoriado e sair no Carnaval, dependendo de suas características.
Durante o Carnaval, a Superintendência de Desenvolvimento e Ocupação do Solo - Sucom vai trabalhar com uma equipe volante fiscalizando as publicidades irregulares e a potência dos trios que não deve ultrapassar 65 decibéis. Os trios que descumprirem o limite serão autuados. O valor cobrado, em média, é de R$ 3,7 mil e é calculado tendo como base o número de participantes e valor do abadá. O esquadrão Águia da Polícia Militar também atuará colocando barreiras de trânsito e verificando o visto de aprovação dos trios.