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Viradouro empolga na avenida e bateria é aplaudida de pé




Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2001


JB Online


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Rio - Antes da bateria da Viradouro entrar, já estava empolgando o público. E a empolgação não terminou até a escola se dispersar na Apoteose, após apresentar o enredo "Os sete pecados capitais".

Em certo momento, o carro de som teve problemas ficou por 10 minutos sem funcionar. Mas o povo não deixou o samba morrer e cantou, emocionando o puxador Dominguinhos do Estácio. "Em 30 anos de avenida, nunca tinha visto nada assim", garantiu.

Na Sapucaí, o show continuou. Luma de Oliveira, madrinha da bateria, conseguiu finalmente levar seu marido, Eike de Oliveira, para vê-la receber o "carinho do público". Luma chamava a atenção com a fantasia "Luxúria".

A bateria também foi um espetáculo à parte, comandada pela mestre Ciça. Com correografia, ajoelhando, levantando, e dando paradinhas, animou os foliões, que aplaudiram de pé.

Se o enredo falava de pecados, dentro do Sambródomo, a Viradouro não queria errar. Para isso, substituiu os índios que viriam no carro "Preguiça" por telefones sem fio e controles remotos. O último carro foi o da "Redenção" dos pecados, com a destaque Juliana Paz, atriz, e a velha guarda da Escola de Niterói, encerrando o desfile.

O único senão da apresentação da Viradouro foi a correria do final. Faltavam vinte minutos para acabar o tempo regulamentar e ainda havia carro na concentração. Mas no final, tudo bem. Todos na Apoteose a tempo, sem perda de ponto.