JOAO PAULO ENGELBRECHT
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Ovacionada pelo público presente no Sambódromo e com um samba contagiante, a Mocidade Independente de Padre Miguel encerra o desfile com jeito de campeã. Apesar do incidente na comissão de frente, que esqueceu os sapatos no caminhão e teve que desfilar descalsa, a escola se mostra com uma das favoritas ao título.
O desfile começou com uma oração, onde todos os componentes da escola, presentes na concentração, rezaram com o padre gaúcho Marcelo Resende. Foi ele quem sugeriu o tema do entredo da escola: " Paz e harmonia, Mocidade é Alegria".
No desfile que prega a paz e um mundo sem guerras, a Mocidade trouxe o baterista do grupo O Rappa, baleado no final do ano passado durante assalto no Rio, Marcelo Yuka. Ele desfilou no terceiro carro, "Casa limpa, alma limpa", comovendo a platéia presente. "Sou o símbola da rebeldia", justicou Yuka, descartando o título de símbolo da paz.
Muito luxuosa, a escola mostrou um show de tecnologia e efeitos especiais.
No abre-alas, "o juízo final", ela apresentou um grande boneco de cinco metros de altura, que se movimentava para todos os lados.
O segundo carro da Mocidade também animou o público presente no sambódromo. Os destaques desempenharam uma performance coreografada em cima do carro, de onde saiam faíscas. Algumas fagulhas estão chegaram a cair em cima do público próximo à passarela do samba, sem causar nenhuma acidente. O carro representa uma limpeza interior e o extermínio de todo e qualquer obstáculo que possa impedir o desenvolvimento do ser humano.
No "Bom mesmo é ser criança", a agremiação trouxe integrantes do Sítio do Pica-pau Amarelo, além da bailarina Ana Botafogo. Um dos componentes do carro, uma criança de aproximadamente 9 anos, dormia dormindo em cima de um livro que compunha o cenário do carro.
A polêmica bateria caracterizada de Gandhi esteve impecável. O jogador de vôlei, Tande, também de cabeça raspada, foi o destaque.