REUTERS CINGAPURA - A surpreendente vitória de Fernando Alonso no domingo em Cingapura colocou a Renault na pole position para manter seu piloto bicampeão mundial na temporada de 2009, apesar de o espanhol ter dito após a prova que nada havia mudado. - Eu não disse isso, respondeu o espanhol, quando questionado se a vitória significava sua permanência na equipe. - Esta vitória também é graças ao enorme esforço que eles estão fazendo com o carro deste ano e do ano que vem, mas não está alterando a decisão para o ano que vem. - A Renault será minha primeira prioridade porque me sinto em casa nesta equipe, acrescentou Alonso, de 27 anos, que largou em 15o lugar em Cingapura e declarou antes da corrida que só um milagre lhe daria a vitória. Alonso voltou neste ano à Renault, depois de uma malfadada temporada na McLaren, onde venceu quatro corridas, mas se desentendeu com a direção e com o entaão companheiro de equipe, Lewis Hamilton. A vitória no GP noturno de domingo, ajudada pela presença do carro de segurança na pista, foi a primeira do espanhol em mais de um ano, e também a primeira da Renault desde que Alonso se sagrou bicampeão, em 2006. A equipe francesa chegou a Cingapura amargando o quinto lugar no Mundial de Construtores e sem ambições de vencer novamente neste ano. O mercado dos pilotos está praticamente parado à espera da decisão de Alonso, já que Honda e BMW-Sauber só devem anunciar sua formação de 2009 após saberem o destino do espanhol. A Ferrari seria a primeira opção dele, mas a equipe italiana já anunciou neste mês que pretende repetir a dupla Felipe Massa-Kimi Raikkonen até 2010. Com a vitória em Cingapura, onde a Ferrari não pontuou e o líder Hamilton chegou apenas em terceiro, a Renault passou ao quarto lugar no Mundial. - Começamos a temporada bem longe da pole position e das principais equipes, e agora estamos muito mais próximos, disse ele em entrevista coletiva. - Então somos definitivamente uma das equipes que mais melhorou seu carro, mas talvez não fosse difícil, porque no início da temporada não estávamos no nível correto.
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