REUTERS LONDRES, INGLATERRA - A Fórmula 1 deve aceitar planos radicais para adoção de um motor-padrão de baixo custo durante a reunião desta semana, em Mônaco, na qual as equipes e a Federação Internacional de Automobilismo tentam traçar uma estratégia de sobrevivência para a categoria. Fontes da Fórmula 1 disseram à Reuters na terça-feira que cinco equipes, inclusive a ex-campeã Renault, manifestaram interesse pela proposta da FIA. A Renault não quis se pronunciar. Um porta-voz da FIA afirmou que "desde a carta do presidente (Max Mosley, com detalhes sobre a proposta), na sexta-feira passada, houve uma resposta muito positiva das equipes da Fórmula 1 com relação às nossas propostas sobre motores". – Seria porém inadequado comentar sobre a status de qualquer equipe individualmente ou dar quaisquer detalhes antecipados sobre a reunião de sexta-feira do Conselho Mundial do Automobilismo – disse o porta-voz. Mosley e a Fota (associação de equipes) devem manter uma reunião preliminar na quarta-feira em Mônaco. Uma fonte disse que essas reuniões serão essenciais para o futuro de longo prazo da categoria, que na semana passada recebeu um golpe com a decisão da Honda de abandonar o próximo Mundial. Mosley disse na semana passada que as equipes parecem estar "fazendo um esforço" para cortar custos, mas sugeriu que poderia haver medidas mais incisivas. – Não acho que haja dúvida agora de que há uma verdadeira sensação de urgência – colocou. Ele disse que o ideal seria cortar 10 a 20 por cento dos custos atuais, e que o orçamento anual das equipes deveria cair para a casa de 40 milhões de dólares, contra os atuais 120 milhões para as equipes pequenas. A FIA apresenta a opção de um conjunto mecânico (motor e câmbio) padronizado, sob responsabilidade dos fabricantes Cosworth, Xtrac e Ricardo Transmissions, a partir de 2010. O Conselho Mundial do Automobilismo também vai discutir a proposta do dirigente Bernie Ecclestone para que o Mundial de Fórmula 1 seja decidido por um sistema de medalhas, igual nas Olimpíadas, e não mais por pontos. As equipes e a FIA não demonstraram entusiasmo pela idéia.
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