Portal Terra RIO DE JANEIRO - Após o anúncio da equipe Honda de que deixaria a Fórmula 1 em 2008, devido à crise financeira mundial, as principais entidades da categoria intensificaram as conversas visando estabelecer medidas efetivas para evitar que mais escuderias abandonem a principal categoria do automobilismo mundial. Uma das atitudes mais urgentes, de acordo com a Associação de Equipes de Fórmula 1 (Fota), seria organizar melhor a distribuição de lucros para as equipes. Atualmente, são entregues cerca de 500 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,6 bilhão) para os times, porém, a maior parte do dinheiro é dividida entre as escuderias que figuram no topo do grid, na forma de premiações. Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari e da Fota, reuniu-se com Max Mosley, principal dirigente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para discutir uma divisão mais igualitária entre as 12 equipes, o que garantiria, no mínimo, 34 milhões de euros (cerca de R$ 144 milhões) para cada uma. – A curto prazo, vamos organizar uma reunião com Max Mosley para apresentar os detalhes de nossas propostas. No entanto, é necessário um encontro com Bernie Ecclestone (chefe da F-1) para conversar sobre a distribuição do dinheiro – afirmou Montezemolo, ao tablóide inglês Daily Telegraph. Após a surpresa da saída da equipe Honda da F-1, as equipes já iniciaram medidas visando reduzir seus custos, a fim de evitar que o episódio ocorrido com a escuderia japonesa se repita com eles. A McLaren, cujo valor recebido anualmente gira em torno de 300 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), já estuda medidas para conter as despesas. – Sabemos que precisamos reduzir nossos custos para evitar uma crise em 2012 e 2011 – disse Ron Dennis, principal dirigente da equipe inglesa.
|