Economia

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Republicanos podem atrasar pacote econômico de Obama

REUTERS

REUTERS - Legisladores republicanos podem atrapalhar os planos do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de sancionar um pacote de estímulo econômico, assim que tomar posse na Casa Branca.

O plano econômico, com o objetivo de amenizar os efeitos da crise financeira, é tema prioritário para o novo Congresso norte-americano, que toma posse na terça-feira, duas semanas antes do presidente eleito. As discussões no Parlamento renovado podem jogar para fevereiro a aprovação do pacote.

Os democratas, que controlam o Congresso, avaliam que o plano, que inclui isenção de impostos para a classe média e gastos com escolas e estradas, custará entre 675 bilhões e 775 bilhões de dólares.

Republicanos falam de possíveis desperdícios e calculam que o pacote pode vir a custar 1 trilhão de dólares.

Obama planeja se reunir com a presidente da câmara dos representantes, Nancy Pelosi, e com o líder da maioria do Senado, Harry Reid, ambos democratas, na segunda-feira. Segundo um assessor democrata no Congresso, o presidente eleito também deverá conversar com os líderes republicanos John Boehner e Mitch McConnell.

As discussões vão tratar de outros temas além de economia, de acordo com o assessor.

Republicanos dizem que, mesmo com a redução do seu número de parlamentares na eleição passada, eles não vão simplesmente dar o aval para novos gastos públicos.

- Precisamos encontrar a combinação correta de isenção fiscal e outras medidas para o crescimento, afirmou McConnell, num comunicado, nesta semana.

- Isso requer a análise de idéias alternativas, audiências públicas no Congresso e transparência, e não uma atitude apressada, um é-pegar-ou-largar, disse ele.

Apesar do avanço eleitoral do ano passado, os democratas vão precisar do apoio republicano no Senado.

Os democratas defendem uma mistura de isenção fiscal para a classe média, investimentos em estradas e escolas, além de recursos para a saúde.

[11:33] - 03/01/2009 -  RSS