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Disque-Denúncia ajuda a polícia a desvendar caso do empresário alemão

JB Online

RIO - A polícia que investiga o caso do empresário alemão Christian Wölffer, 70 anos, morto na última quarta-feira, em Paraty, no Sul Fluminense, trabalha com cinco informações que podem esclarecer o caso. Segundo o investigador Luiz Carlos dos Anjos Batista, da 167ª DP (Paraty), policiais fizeram buscas neste sábado para confirmar se a lancha que atropelou o turista está mesmo em Ilha Grande, conforme informações que chegaram pelo Disque-Denúncia. Até agora, apenas uma testemunha foi ouvida pela polícia: o empresário paulista José Kallil Filho, que ajudou a socorrer o empresário alemão em seu bote. O inquérito da Capitania dos Portos só deve ficar pronto em abril.

A filha do empresário está no Rio cuidando da documentação para liberar o corpo de Wölffer que foi embalsamado e deve ser liberado na próxima segunda.

Segundo testemunhas, o alemão Christian Wölffer estava nadando, quando foi atingido por um barco. O dono da embarcação, que ainda não foi identificado, fugiu sem prestar socorro. A vítima sofreu ferimentos graves nas costas e foi levado ao hospital por banhistas, mas já chegou sem vida. Se ficar comprovada a culpa do dono do barco, ele será indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção e por omissão de socorro. A pena pode chegar a quatro anos de prisão.

O grande desafio desta época do ano, segundo a Capitania dos Portos, é controlar os limites de aproximação da praia porque o número de barcos no litoral é seis vezes maior, chegando a 10 mil embarcações.

Depoimento

Os atores Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert que tentaram salvar o empresário e estavam hospedados na mesma casa foram chamados para prestar depoimento. A data será marcada nesta segunda-feira

Christian Wölffer era empresário de vinhos nos Estados Unidos. Ele era dono de um dos vinhedos mais conhecidos do mundo, nos Hamptons, em Nova York.

[21:15] - 03/01/2009 -  RSS