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95% dos israelenses apóiam ataques e fortalecem trabalhistas

Jornal do Brasil

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS - A popularidade do líder do Partido Trabalhista e ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disparou depois do sétimo dia da guerra declarada pelo Estado do Israel ao Hamas, na Faixa de Gaza.

O bombardeio é apoiado por 95% da população israelense, 80% sem nenhuma reserva. Segundo pesquisa publicada pelo jornal Maariv, a semanas das eleições antecipadas de Israel previstas para 10 de fevereiro, 44% das pessoas ouvidas têm, agora, uma “opinião mais positiva” em relação ao ministro.

O Partido Trabalhista, de centro-esquerda, que estava em queda livre nas pesquisas antes da ofensiva, conseguiria atualmente eleger 16 dos 120 deputados da futura Knesset (Parlamento israelense) contra os 12 atribuídos pelas sondagens anteriores. Na atual legislatura conta com 19 representantes. O Likud, principal formação da oposição de direita em Israel dirigida pelo ex-chefe de governo Benjamin Netanyahu, está igualado com o centrista Kadima, da chanceler Tzipi Livni, com 28 vagas, segundo as intenções de voto para as legislativas do mês que vem.

Sétimo dia

No sétimo dia de conflito entre o Hamas e o Exército israelense, forças israelenses atacaram casas de três importantes líderes do grupo islâmico.

O Hamas manteve os ataques com foguetes artesanais contra o território israelense e lançou, nesta sexta-feira, sete mísseis contra Ashkelon, em Negev.

Um dia depois da morte de um dos cinco maiores líderes do Hamas, Nizar Rayan, em um bombardeio aéreo israelense a um campo de refugiados, no norte da Faixa de Gaza, a casa do líder Imad Akel foi destruída, assim como as do ministro do grupo Atef Adwan e de Muhammad Ma'tuk, em Jabalya, no norte de Gaza.

A casa de Ma'tuk, segundo as Forças de Defesa, era usada como laboratório para fabricação de armas e funcionava como entrada para um túnel usado pelo Hamas para contrabando de mercadorias.

O número mortos na Faixa de Gaza, vítimas dos ataques aéreos israelenses, continua a crescer, enquanto palestinos prometem vingança pela morte dos líderes do Hamas. Em uma semana de conflito, pelo menos 421 palestinos morreram e cerca de 2.200 ficaram feridos. Do lado palestino, as Nações Unidas calculam que os civis mortos somam mais de 25% do total de vítimas. Grupos pró-direitos humanos palestinos falam em 40%.

Protestos

Manifestações contra a ofensiva aérea israelense marcaram a sexta-feira no Oriente Médio, na Ásia, África e Europa.

Em Teerã, no Irã, cerca de 6 mil pessoas marcharam gritando “Morte a Israel” e “Morte à América”, queimando bandeiras israelenses.

No Egito, autoridades se preparam para reprimir centenas de manifestantes no Cairo. Mais de 3 mil jordanianos se reuniram no estádio em Amã, para proclamar apoio aos palestinos de Gaza e pedir o cancelamento do tratado de paz entre Jordânia e Israel, de 1994.

Mais de 100 mil muçulmanos marcharam pela capital da Indonésia para protestar contra a continuação dos bombardeios em Gaza, apontando falsos mísseis com dizeres como “Alvo: Tel Aviv, Israel” na Embaixada americana em Jacarta. Dezenas de manifestantes em Manila, capital filipina, carregaram faixas em que estava escrito Israel é "assassino de crianças" e acusando o governo israelense de crimes de guerra.

Em Cabul, 3 mil afegãos se juntaram do lado de fora de uma mesquita, com homens jogando pedras e sapatos em fotos do presidente americano, George Bush.

Na Turquia, em um grupo de 5 mil pessoas, queimou-se bandeiras israelenses e se rezou pelas vítimas. Em Damasco, Síria, cerca de 2 mil marcharam em um campo de refugiados palestinos gritando “a jihad nos unirá”.

Centenas de suíços em Berna pediram um cessar-fogo e sanções impostas pela comunidade internacional. No Quênia, muçulmanos tomaram as ruas da capital Nairóbi, com bandeiras dizendo “Sangue palestino é sangue humano”.

[22:36] - 02/01/2009 -  RSS